segunda-feira, 14 de março de 2011

São Miguel Dos Gémeos



São Miguel dos Gémeos é uma pequena freguesia onde em tempos havia apenas uma capelinha dedicada a S.Miguel Arcanjo.
Diz uma lenda que junto a essa capela viveu um lavrador rico que cuja mulher deu á luz um par de gémeos monstruoso, pois nasceram com duas cabeças, quatro pernas e um só ventre. O casal teve um grande desgosto, tanto mais que foram os únicos filhos que lhe nasceram. Apesar de tudo, estas crianças foram-se criando e, desde muito pequenos, mostraram um amor profundo pelo campo. Por isso, dando tempo que viveram; trinta anos, seguido a lenda – trabalharam na agricultura, porem tendo um carinho inexcedível pela terra e pelas plantas.
Conta-se que na era em que morreram uma das cabeças faleceu três dias antes do resto do corpo. Nessa altura, os pais, que como já disse não tinham outros herdeiros, fizeram um testamento no qual legavam todos os seus bens à capela de S.Miguel, com a condição de se ficar chamado de S. Miguel dos Gémeos, em memória daqueles filhos estranhos e disformes que tinham tido.


“Lendas Portuguesas”; edição Multilar; autores Alberto Santos (investigação e textos de recolha)

Cristiano Cardina

Lenda da lagoa escura



De temer, mas linda era a lagoa escura. As águas enegrecidas permitiam um andarilhar sem fim da imaginação… ouve-se que está ligada ao mar, povoada de monstros… Era, então, que o escuro escurecia mais e assegurava a possibilidade de todas as crenças.
- Guarda muitos tesouros. Tantos que desafiavam a pobreza e quem por lá passa, bem queria aventurar-se… Mas poucos se atrevem. O risco de desaparecer para sempre aconselha a recuar.
- Também lá está um palácio!
-Contam que lá, no fundo, vive um rei muito, muito rico. Usa uma capa cravejada de diamantes. Vendeu sete cidades – SETE - para a poder pagar!
Eram preços com o sabor do impossível e as vozes tentavam:
- Se alguém conseguir fazer entrar no palácio uma cabra negra, na hora do sol a pino, será o senhor deste e de outros tesouros…
- Quais? Que tesouros?
- Os que queiras imaginar. Esses e muitos mais!
Assim povoada, a Lagoa Escura, temia-se, respeitava-se e venerava-se.
As raparigas, às vezes, à tardinha, aproximavam-se… Esperam um momento de solidão junto da água… Afasta-se uma, espreita outra, aproxima-se aquela…
Por causa da moura?
Sim. Da moura encantada que vive na Lagoa. Procurou refúgio na Serra da Estrela para um amor proibido. Os montes, as fragas seriam muralhas seguras para defender a sua felicidade. Esqueceu os ventos que levaram as suas vozes de ternura até aos ouvidos da Deusa Má, mensageira do infortúnio. Enraivecida, não permitiu que os fados se cumprissem: impediu a união entre a linda moura e um lusitano cristão. Roubou ao jovem a vida; depois arrastou para a Lagoa Escura o sofrimento e o pranto da donzela… As águas escurecem ainda mais, de tanta tristeza.
A moura lá está. Vive à espera de um guerreiro que a liberte da clausura, da solidão. Senhora de um grande amor guarda a esperança de poder renascer. As moçoilas da Serra querem avista-la e – quem sabe? – consolá-la, ouvi-la contar a sua história. A moura quer libertar-se... Por isso, quando um jovem mergulha nas águas da Lagoa, confronta-se com a angústia e a confiança da linda moura. Ansiando pela liberdade, chama, agarra, prende porque crê que é chegado o seu salvador.
E todos os que ousaram nadar naquelas águas, garante-se, desapareceram por um tempo sem fim. Um tempo medido pela duração da traição. A moura, sabe-se, não encontrou ainda o seu libertador…
Senhora de um amor infeliz é a confidente das jovens, das pastoras. Ali vêm, à tardinha. Imploram auxílio para desocultar caminhos onde possam viver amores felizes.
O sofrimento da moura ensinou-a a ouvir.
O conflito, na Lagoa mantém-se: entre a Deusa Má do infortúnio e a senhora do amor.
Por isso as águas da Lagoa Escura continuam escuras, tristes…


José Manuel Leiria Amoreira Nº16 Turma: 6º3

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lenda da Boidobra

http://padroeiraboidobra.com.sapo.pt/boidobra.htm


Numa pequena povoação nos arredores da Covilhã, um sacristão prendeu uma corda ao badalo do sino maior da torre sineira da Igreja em honra de Santo André, para não ter de subir a sua escadaria para o toque das ave-marias.

Certo dia um boi que seguia em direcção ao curral, ficou com um dos cornos preso à argola onde terminava aquela corda. E quanto mais puxava para se soltar mais puxava a corda que fazia tocar o sino.

Alguns moradores do lugar que ali estavam gritaram “Boi dobra!” achando que talvez era um milagre dos Céus.

E foi assim que aquela pequena povoação de Santo André do concelho da Covilhã se passou a chamar Boidobra.



António José Santos
6.º3 - N.º5

Uma gruta de Jasmins

No vale dos montes, viviam duas meninas irmãs: uma mais nova chamada Jasmim e a mais velha chamada Maria. As duas irmãs viviam sozinhas numa casa modesta, por fora, mas acolhedora por dentro.
A casa encontrava-se à beira de um pequeno lago com águas límpidas e potáveis. Nas águas do lago, habitavam pequenos peixes cheios de cor e brilho, mas que a Jasmim lhe parecem pequenas sereias com muita conversa a pôr em dia.
Maria a sua irmã, sempre lhe disse que a sua cabeça boiava nas águas da imaginação, sobretudo quando sonhava à noite.
Os sonhos de Jasmim, às vezes, pareciam bem reais, mas era apenas o cérebro de Jasmim a dar luz à imaginação.
Num dia igual aos outros, Maria acordou bem cedo e disse para Jasmim:
- Hoje, vamos fazer um passeio à gruta com que sonhas!
Jasmim ainda com os olhos meio fechados, fica intrigada com o que Maria acabara de dizer, porque sabia que a tal gruta era imaginação dela.
Maria explicou-lhe melhor e disse-lhe que tinha pesquisado em folhetos e vira o nome da gruta com que ela tinha sonhado.
Disse-lhe também que a gruta tinha um segredo e só as pessoas que se atreviam a ir lá, teriam a melhor aventura de sempre.
Jasmim ficou logo com a energia toda, mal podia esperar para ir lá.
Tomaram o pequeno-almoço e foram preparar o lanche, um cobertor, garrafas de água e um mapa para não se perderem. Assim que acabaram tudo, saíram de casa e respiraram fundo para apanhar o ar da manhã. Seguiram caminho pelos caminhos de terra.
Pelo caminho, apanharam flores de todos os tipos, para fazerem ramos de flores para a casa ficar perfumada.
Depois de terem andado uns minutos, pararam para beber um pouco de água. Aproveitaram também para se sentarem na erva, ainda um pouco húmida visto que ainda era de manhãzinha.
Voltaram a andar e Maria disse que já não faltava muito. Depois de terem virado à esquerda avistaram a gruta muito brilhante o que deixou Jasmim curiosa. Entraram e Jasmim espirrou e, logo a seguir ao espirro, um alto eco repetiu-o.
A sua irmã riu-se porque Jasmim tinha feito uma cara estranha quando ouviu o eco.
Começaram a sentir frio quando estavam a meio da gruta, mas não sabiam de onde vinha e o que o fazia. Aperceberam-se do que era quando viram um riacho rodeado de jasmins. Nesse mesmo lugar, uma placa dizia para apanhar um jasmim com pétalas azuis.
Apanharam o jasmim e abriu-se uma porta muito colorida. Por de trás dessa porta, havia milhares de flores de todos os tipos e cores. Jasmim, ao dar um passo em frente, carregou num botão que dava acesso a um escorrega de flores.
Foram por aí abaixo e foram dar a uma fonte de cristais. A água da fonte tinha sabor a jasmins; à volta da fonte havia enormes cristais a cintilarem como se tivessem sido polidos. Nesse mesmo local estava um banco feito se jasmins. As duas meninas sentaram-se no banco, e ao sentarem-se o banco deu meia dúzia de voltas e foi parar a um jardim.
O jardim tinha as mais raríssimas plantas que alguma vez podiam existir, havia plantas de rubis, plantas de colares, plantas de quarenta flores diferentes e uma árvore que dava água de rosas.
As duas meninas, ao verem tudo aquilo começaram a apanhar aquelas flores maravilhosas, mas ao pé da árvore estava um aviso que dizia: “ Tenho gosto em dar-vos tudo, mas não mostrem a ninguém.”
Maria e Jasmim respeitaram o aviso e apanharam tudo o que podiam.
Já eram 6:30 e Maria disse que tinham de ir para casa, mas que Jasmim, em sonhos, podia imaginar o resto da aventura.



…Continua…




Mariana Gil Nº21 6º3

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O rapaz que tinha todo o vazio nos olhos

Capítulo II- À realidade


Por mais que me esforce, ainda não consegui imaginar o nada. Nada é o vazio, é o sem coisa alguma. Não faz sentido. O que eu quero dizer é: o que vemos num mundo em que só habita o nada? Qual é a cor do nada? Qual é a cor do sem cor? É engraçado eu em toda a minha curta vida ter o nada à minha frente, estampado nos meus olhos como a tinta fresca que surge quando acabamos de pintar uma parede. E, mesmo assim, ainda não descobri a cor do nada. O que eu via à minha frente era o preto. E o preto não é o nada, porque pode ser a morte ou simplesmente ser o preto. Tentamos ver a realidade da nossa mentira, e vemos o nada. Mas isso é outra coisa…

Mentimos para disfarçar o incómodo e a angústia do nada que é a realidade.


Caminhavam os dois naquela estrada que parecia não ter fim. Quando chegaram ao fim da estrada, encontraram uma caverna. Apesar do receio (pois as paredes da caverna estavam cobertas de teias de aranha), entraram.
-Filho, – disse a mãe. – entrámos na caverna. Está muito escuro. As teias enrolam umas coisas esquisitas – a mãe ia continuar, mas quando viu que essas coisas eram animais mortos enrolados em teias de aranha, deu um passo atrás.
-O que foi, mãe? – perguntou Matt.
-Não é nada. – mentiu ela.
Continuaram a caminhar pela caverna, quando algo inesperado agarrou Matt. Na verdade, era uma aranha gigante, e, por muito aterrador que isto fosse, era ela que capturava aqueles animais que estavam nas teias.
-Mãe! O que é isto?! Larga-me! – gritou Matt aterrorizado e em desespero.
Foi então que a mãe tirou uma navalha do seu bolso e a espetou na aranha. O mais nojento foi que começou a sair um sangue verde da mesma.
- Meu Deus, que nojo! – disse a mãe, com muita repugnância.
Depois de muito caminharem, encontraram uma abertura muito estreita nas paredes da caverna. Apesar de muito justa, era capaz de caber uma pessoa do tamanho da mãe. Foi o que fizeram. Entraram os dois na fenda, deram alguns passos e foram parar a uma espécie de salão. No tecto do salão, havia um buraco, por onde entrava um raio de sol. Mas este sol era como a brisa que havia na estrada. Morto e triste. Mas o mais espantoso é que havia debaixo desse raio de sol um gato gigante. Se ele tivesse em pé, possivelmente, não cabia lá, mas estava deitado a dormir.
- Filho, está um gato gigante a dormir aqui – disse a mãe, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- A sério? Posso tocar-lhe?
- É melhor não. – respondeu a mãe. – Podes acordá-lo.
Não foi preciso tocar no gato, aquela conversa acordou-o. Os seus olhos verdes reflectiam o raio de luz parecendo dois diamantes.
-O que fazem aqui? – rosnou o gato.
- Desculpe, se… - ia dizer senhor, só que vendo bem as circunstâncias em que se encontravam, reformulou. – Quer dizer, senhor gato. Somos exploradores, não tivemos a intenção de acordá-lo.
O gato olhou-a de uma maneira esquisita, como se tivesse com dificuldades em percebê-la.
- Ah! Está bem, não faz mal. Vá, subam para o meu dorso. Vamos dar uma “volta”.
Os dois recearam.
- Tem a certeza? – perguntou a mãe, procurando ser o mais delicada possível.
- Sobe e cala-te.
O gato, apesar do seu ar autoritário, era bastante engraçado. Os dois subiram, com alguma dificuldade. Tocaram no pêlo do gato, que era muito macio. Como o gato não podia sair dali e não cabia claramente na fenda, com uma patada, derrubou as paredes da caverna e estavam outra vez ao ar livre. Mas agora não estavam na estrada, muito pelo contrário, estavam num terreno de erva macia, e o ar era outra vez normal. O gato correu muito, com os dois no dorso, até que chegou a um precipício. Mas o gato não parou de correr, e agora estavam ambos a cair.
- AAAAAAAAAH! – gritaram.
Mas o mais incrível é que o corpo do gato, por magia, ficou mais elegante e do pêlo nasceram asas, e agora estavam ambos a voar sobre CrunshLand. Voaram sobre o mar e viram sereias, subiram mais e viram as planícies e os vales. Conseguiram avistar a sua casa, as montanhas e os lagos (um deles chamava-se “O lago da baleia maldisposta”) e por fim pousaram em terra.
- Fiquem aqui, é perto da vossa casa. Adeus! – despediu-se o gato.
- Adeus, vemo-nos mais tarde! – disseram eles, em uníssono.
E assim o gato foi-se embora, a voar, desaparecendo na linha do horizonte.
Passou um ano. Mãe e filho viveram muitas aventuras. Mas foi numa manhã, que a vida deles mudou para sempre…
Matt acordou, preparado para um dia normal, quando viu à sua frente alguma coisa. Não interessa o que ele viu, porque estava no seu quarto. Interessa é que “ele viu”. Mesmo sendo o seu quarto normal, depois de estar 11 anos cego, as cores parecem muito mais forçadas. E foi o que aconteceu. Tal como aconteceu à mãe na aventura das flores, agora as cores percorriam as suas pupilas. Foi tal o choque, que caiu, causando muito barulho. Mas o choque ainda agora tinha começado. Entrou pela porta uma mulher. Tinha os cabelos loiros, mas não aquele loiro bonito. Era um loiro triste, de um amarelo pálido. A sua cara tinha muitas rugas, e era uma cara de uma mulher não muito velha, mas desgastada pela vida.
- Matt o que se passa? – disse a mulher.
Matt ficou de boca aberta. Aquela era a voz da sua mãe. Aquela era a sua mãe.
- Estou a ver… – foram só precisas aquelas duas palavras para a mãe parecer preocupada.
Nos seguintes dias, não o deixou sair de casa. Na quinta noite, ela explicou porquê.
-Matt, tenho que te explicar uma coisa. É tudo mentira. Toda a tua vida é uma mentira.
-O quê? – perguntou Matt, muito confuso.
-CrunshLand é uma mentira. O que eu te descrevia não era verdade. Não vivemos em nenhum mundo mágico. Sou escritora, e as aventuras que tínhamos, descrevia-as no papel. Mas isso não interessa. Explico-te já agora, porque bastaria sair de casa para entenderes. Mas quero-te explicar que mesmo que tudo não exista, existe na tua imaginação. Também queria dizer que vivemos no planeta Terra. Quer dizer, na verdade tu não existes.
-Como assim? – perguntou Matt, com os olhos cheios de lágrimas por causa de tudo aquilo.
-Não! Existes. – disse a mãe, acompanhada de um pequeno sorriso. – Mas no papel não existes. Não tens identidade. Porque se tivesses tinhas que ir á escola, falavas com outras pessoas, e essas acabariam por te dizer que vivemos no planeta Terra, e isso tudo de CrunsLand era mentira.
-Não… - agora as lágrimas ensopavam os seus olhos. – Não pode ser! Não me podias ter enganado! Eu confiei em ti!
A mãe suspirou e saiu do quarto. Não queria contar as coisas daquela maneira. Mas mais tarte ou mais cedo, ele ia acabar por descobrir.
Passou uma semana, e ele não saía da cama. Recusava-se a comer e chorava um choro silencioso e de muitas lágrimas. Foi então que acabou por sair da cama, percorreu o corredor da sua casa. Parou porque viu um quadro em forma de rectângulo na parede. Nesse quadro, havia um rapaz, de cabelo preto, cara pálida e cujos olhos eram carregados de um enorme vazio. Levou a sua mão à cara e reparou que o quadro fazia a mesma coisa. Fez alguns gestos, e o quadro continuava a seguir os seus movimentos. Pensou muito, e chegou à conclusão que aquele era um espelho e o rapaz era o seu reflexo. Era a primeira vez que se vira a si próprio.
Quando saiu de casa, viu pela primeira vez o seu mundo verdadeiro. Era composto por prédios cinzentos, as pessoas vestiam-se de roupas escuras e olhavam-no com muita admiração e preconceito.
Sem dar importância a isto, começou a correr. Correu tanto que agora já não estava numa rua com prédios, mas sim num campo aberto. Continuou a correr. Corria por frustração, tristeza, desilusão ou esses sentimentos todos. Continuou a correr, até que chegou ao precipício e caiu. “Caiu, caiu, caiu”… Parecia não ter fim. Acabou por cair em terra, causando um impacto tão grande que acabou por morrer. Estava rodeado de pessoas que o observavam apavoradas com todo aquele sangue.
O mais espantoso foi que Matt mergulhou em sonhos. E no seu sonho, caíra sob o gato peludo e grande, onde nasceram asas, tal como da outra vez. E juntos voavam a caminho do horizonte e desapareceram no pôr-do-sol, deixando todo o vazio que tinham na terra.

Pedro Vidigal

O rapaz que tinha todo o vazio nos olhos

Capítulo I- Da fantasia


Estava deitado na cama, quando a minha mãe foi lá ter. Sabia disso porque quando ela entra nalgum sítio, faz barulho.
- Mãe – comecei eu – Tu dizes que vieste de um planeta chamado “Terra”. Como é esse tal sítio?
- Não tem nada de especial. É triste, cinzento. As pessoas são arrogantes e não respeitam as diferenças. Há loucura, há maldade. Mas há uma coisa quase tão maravilhosa como os seres que habitam à nossa volta.
- O quê? – perguntei eu, com uma certa ansiedade.
- É o amor. O amor que as pessoas têm umas pelas outras e como isso se reflecte nas acções. Também se pode chamar “compaixão”.
- Mas aqui não há?
- Sim, há – disse ela. – E está mais perto do que tu imaginas.


Matt era um rapaz diferente. Ele era cego. Tinha os olhos brancos como o leite que tomamos ao pequeno-almoço. Ele podia ter sofrido se vivesse no planeta Terra. Mas não, ele vivia numa ilha que ninguém conhecia chamada “CrunshLand”. CrunshLand era uma terra para além da nossa imaginação. Habitavam nela seres fantásticos e plantas bizarras. Mas ele era cego e por isso não podia ver. Mas a mãe dele, que tinha sido uma exploradora, não era cega. Tinha vindo do planeta Terra. E contava-lhe tudo o que os seus olhos não podiam ver. E Matt, apesar de não poder observar e ver as plantas e os animais, ouvia e sentia. E em CrunshLand, ele e a sua mãe tiveram imensas aventuras…
Estavam a caminhar, um caminho sem fim. A mãe prometera-lhe que iam a um sítio especial e magnífico.
-Mãe, falta muito? – protestou Matt.
-Já chegámos. Meu Deus, estou sem palavras.
-Conta! – pediu. – Como é?
- Há uma planície infinita de searas verdes. Só que nelas está reflectido o Sol , por isso são douradas. No ar, paira uma brisa suave, mas algo maravilhosa. Estás a sentir? No ar também há partículas de pó que reflectem o sol causando um efeito magnífico. Há também algum nevoeiro e…
Ela ficou espantada. De repente, o nevoeiro diluiu, ao sabor do vento. E a paisagem ficou totalmente diferente. Uns bocados de solo pairavam no ar, flutuando e, sobre eles, encontravam-se moinhos velhos, mas que ainda funcionavam. Deitavam fumo, mas não era um fumo negro. Tinha as cores do arco-íris. Era como um quadro de um pintor louco, mas com uma imaginação e bondade enorme. E isto não era a coisa mais espantosa que havia em CrunshLand…
A ilha não era muito grande, mas tinha lá todas as estações do ano. Podia estar a nevar num extremo da ilha e, no outro, estar um sol radiante. Ela e o Matt caminharam entre as montanhas cheias de neve, passaram por uma floresta em que as árvores eram negras, e, por fim, chegaram a um parque muito estranho e colorido. Não era bem um parque, mas mais uma espécie de canteiro com flores gigantes. Havia muitas variedades: orquídeas, amores-perfeitos, rosas, tulipas... Mas todas eram do tamanho de árvores, porém, sem perder a delicadeza. Só havia uma orquídea murcha, mas, mesmo assim, ainda se notavam alguns tons de branco.
Ela já tinha feito uma longa descrição deste colorido e maravilhoso cenário. Foi então que reparou que no ar havia umas partículas curiosas - assim uma espécie de poeira – a deslizar no ar, fazendo formas frágeis que se desfaziam e voltavam a unir. Quando observou melhor, viu que nessa poeira havia uma espécie de insectos, só que tinham uma cabeça parecida com a dos humanos. Eram fadas, só que não se notavam muito bem porque eram minúsculas, de modo que se confundiam com a poeira. Eram elas que faziam aquele som angustiante, muito baixinho e idêntico ao barulho de guizos.
-Mãe – disse Matt. – Este som está-me a irritar. Vamos embora?
Dito isto, voltaram para casa, percorrendo aquele grande caminho outra vez. Como o Matt era cego, não sentia, mas aquele lugar era tão vivo e colorido que a cor das flores ainda percorria as pupilas dela, causando um certo cansaço e dor na sua vista.
Quando Matt fez dez anos, a mãe achou que era altura de lhe mostrar o sítio mais assustador e misterioso de CrunchLand. Ela só se tinha atrevido a ir lá duas vezes, sem nunca levar o Matt. Situava-se no outro lado das montanhas que definiam o limite da ilha. (Isso era o que pensavam, porque do outro lado havia esse sítio). Era composto por cavernas e árvores tão negras, que visto de longe parecia uma mancha preta.
Quando chegaram viram pela frente uma estrada, que em tempos tinha sido da cor do carvão, só que agora estava tingida pelo sangue. Na berma da estrada é que se encontravam as tais árvores negras, que balançavam devido a uma estranha brisa no ar. Não era como a suave brisa da Primavera, esta era morta, sombria e carregada de um enorme remorso e angústia.
Apesar daquela atmosfera medonha, os dois encheram-se de coragem e atravessaram a estrada…

Pedro Vidigal

O Punhal de Osíris


Osíris


Outrora existiu uma cidade, no meio do deserto e era lá que o punhal de Osíris se encontrava. Este possuía a capacidade de conceder um desejo, então, todos os aventureiros de todos os cantos do mundo foram tentar buscá-lo, mas mal eles sabiam que para o ter teriam de percorrer uma enorme e difícil travessia, pois, tratava-se um caminho que foi construído com armadilhas mortais pelos antigos Egípcios, mas ninguém sabia onde se encontravam.
Numa pequena parte da cidade, encontrava-se um rapazinho que se chamava Júlio de cabelo loiro, olhos azuis, altura média e tinha cerca de 15 anos. Um dia ele estava com o seu irmão a pastar o gado nos vastos campos, quando a certa altura, viu algo à distância: parecia ser uma entrada para o subsolo. Então, ele começou a andar até lá chegar e quando conseguiu, viu escadas em direcção a uma imensa escuridão onde apenas algumas tochas iluminavam o caminho até ao Templo de Osíris. Então, como ele era bastante curioso, aventurou-se e desceu-as. Quando pisou o último degrau, ele deparou-se com dois machados gigantes que balançavam dum lado ao outro da parede. Então, Júlio rapidamente pousou na solução, pôs o seu cajado no meio deles e, assim, os machados pararam e ele pôde prosseguir. Após dois minutos de caminho, encontrou uma espécie de puzzle: começou a mexer as peças que não eram imagens. Depois de realizado, o puzzle funcionava como uma pista a dizer: “Se conseguires passar daqui, encontrarás um espaço de dor. Então terás de olhar para cima e daí em frente terás de descobrir o resto”.
Enquanto andava, Júlio começou a pensar naquilo que iria enfrentar. Então de repente, viu uma grande sala com três estátuas de deuses Egípcios: Rá, Anúbis e Ísis com uma torre a segurar o punhal de Osíris, mas à sua frente, estava aquilo a que o puzzle se referia, mas não ser exactamente o que dizia, pois, havia um grande buraco com ferros extremamente ferrugentos e afiados. Então, Júlio lembrou-se da frase e reparou que no tecto havia um desenho em forma de um rectângulo. Ele começou a pensar como havia de passar. De repente pegou num pau e espetou-o entre a parede e o rectângulo, moveu-o para a frente e foi aì que apareceu uma ponte que o levaria até à torre. Quando aì chegou deparou-se com muitos degraus que rapidamente subiu. Assim que chegou ao cimo, pegou no Punhal e, no momento em que o retirou do seu lugar, as paredes começaram a desmoronar-se. Então, Júlio pegou nele, correu o mais rápido que podia e dirigiu-se para a saída. Assim que aí chegou, a entrada para o subsolo desabou e só restou o silêncio. Ele não sabia qual a importância do punhal: dirigiu-se ao seu irmão que estava a guardar o gado e mostrou-lhe o punhal para ver se ele o reconhecia. O seu irmão disse-lhe que não e que talvez o pai o ajudasse. Correu em direção à cidade onde o seu pai se encontrava e ele disse-lhe o que tinha na sua posse: o Punhal de Osíris. Explicou-lhe ainda, que com, ele poderia ter ou fazer o que quisesse: bastava desejá-lo. Júlio era um rapaz muito inteligente e depressa soube qual a atitude correcta a tomar: reconstruir oTemplo de Osíris para dar a conhecer ao mundo a maravilhosa história dos Egípcios.

Renato Lourenço

Umas férias diferentes

Eu fui passar as férias a um sítio diferente dos anos anteriores. Quando cheguei, a primeira coisa a fazer foi: alugar uma casa perto da praia.
Quando fui à vila ter com o meu guia, reparei que não havia “actividade” nenhuma na vila: as pessoas olhavam-me com um ar bastante esquisito.
Parece que o azar caiu sobre mim: o meu guia constipou-se.
Curiosa, fui ter com um idoso que lia o jornal da semana passada. Perguntei-lhe:
-Posso falar consigo?
-Sim. Claro! – respondeu. – Vamos para aquele bar. Lá, podemos falar à vontade.
Falámos, falámos… e, finalmente, perguntei-lhe:
- Porque razão esta vila está tão deserta? E quando aparece alguém, me olha de uma maneira esquisita?
-Bem, há muito tempo que esta vila está aterrorizada por causa de um fantasma que existe na casa que alugou. Esclarece-a?
-Sim. Obrigada.
Quando cheguei a casa, senti um arrepio. Subi as escadas e… adivinhem o que vi: vi um fantasma.
De manhã, fui ter com meus novos amigos: o João, a Ana e o Pedro. Fomos para a minha casa, para lanchar. Estávamos a ver televisão quando:
-UHUH…
-Vamos ver o que se passa lá em cima – disse o João.
-Ai... vamos?! – perguntou a Ana.
-Se quiseres podes ficar cá em baixo – disse eu.
Lá fomos. Inesperadamente, vemos o fantasma a atravessar paredes, e o que ouvimos?
-AHAH… Socorro!… - gritou a Ana subindo as escadas apavorada.
- O que se passa? – perguntámos em coro.
- Ouvi gritos na arrecadação – respondeu apavorada.
-Tem calma, vamos ver o que se passa! – disse o Pedro.
Quando chegamos lá, o que vimos foi…

…continua…

Lina Jesus
Nº18

A árvore é um ser vivo


Se um dia tiver que cortar uma árvore, devo-lhe pedir desculpa. Não sei que significado tem essa frase, mas vou respeitá-la.
“Não tenho árvore de natal, vou a um pinhal arranjar uma”-pensei.
Quando cheguei, vi uma árvore perfeita: ”Vou levá-la para minha casa”-pensei.
Cheguei ao pé dela e perguntei-lhe:
-Tens frio?
-Sim – respondeu.
-Queres vir para minha casa num vaso? Lá estará muito mais calor.
-Aceito. Mas com uma condição: nunca me abandonarás.
-Claro! Vamos.
Quando cheguei a casa, enfeitei-a, tratei-a com muito amor e carinho. Tornámo-nos as melhores amigas.
E, assim, respeitei um ser vivo, passei o Natal em boa companhia e o Espírito de Natal veio ao de cima!


Lina Jesus
Nº18

O Desejado

Em 1578, naquele dia de nevoeiro em Alcácer-Quibir, D. Sebastião abriu os olhos e reparou que a batalha tinha acabado. À sua volta viu muitos homens caídos. Eram os seus militares mortos ou moribundos. Levantou-se com esforço e começou a caminhar sem destino certo.
Durante dois dias e duas noites, D. Sebastião caminhou orientando-se pelo Sol e pela Estrela Polar, pois sabia que tinha de ir para Norte.
Depois de tanto caminhar, deixou as areias do deserto para trás e encontrou mercadores que também iam para Norte.
Não se distinguia dos mouros porque a sua pele estava escura devido ao Sol e à sujidade acumulada.
Ele ia com medo.
Só conseguia comida pedindo-a mas fingindo que era tonto e mudo para não se denunciar.
Finalmente, chegou a Tânger onde ficou por 2 anos.
Não se sabe como conseguiu, finalmente, meter-se num barco que o levou até Málaga. Aí, quase já se sentia em terra cristã.
Apressado, apanhou caminhos de mercadores para quem ia fazendo uns trabalhos em troca de comida e transporte.
A sua grande vontade era voltar para Portugal, de onde tinha ouvido notícias preocupantes: D. Filipe II, rei de Espanha, tinha invadido a sua terra. Tinha que decidir qual era o melhor lugar para passar a fronteira.
Decidiu entrar pelo Algarve, pois, não queria encontrar-se com espanhóis que patrulhavam as fronteiras alentejanas.
Bem tentou convencer que era D. Sebastião mas os algarvios são pessoas demasiado desconfiadas e só pensaram que ele fosse um louco.
Mas a certa hora, quando já estava desanimado, apareceu-lhe um covilhanense, de nome António, que lhe ofereceu boleia na sua carroça carregada de laranjas.
Puseram os cavalos bem a trote, pois, tinham ouvido que D. Filipe ia proclamar-se rei de Portugal.
Chegados a Santarém, o covilhanense, em troca a prometida recompensa, deixou de ir para a Covilhã e orientou os cavalos, a toda a brida, para Tomar.

Aí chegados, D. Sebastião, sempre seguido pelo covilhanense, procurou as Cortes.
À entrada, como os guardas impediam a passagem, não restou outra solução senão atacar com as laranjas.
Aproveitando-se da confusão gerada, D. Sebastião entrou e, aos gritos, conseguiu parar a coroação.
- Não há necessidade de coroar um novo rei, muito menos espanhol, porque eu estou aqui. Sou D. Sebastião, el-rei de Portugal!
Passados três minutos de silêncio, todas as Cortes se levantaram e ouviram-se grandes vivas a el-rei D. Sebastião.
E foi, assim, que em Portugal teria deixado de existir “O Desejado”.
E a Covilhã ficou com mais uma família nobre.



António José Santos
N.º 5 - 6.º3

O meu Natal

Este ano gostava de passar o Natal em casa da minha avó paterna, já não a vejo há muito tempo. Também gostava de ver o meu tio Victor e a minha prima Rita; a última vez que a vi ela era ainda um bebé.
Gostava que estivéssemos todos na sala com a lareira acesa, a conversar e a rir à espera que chegasse a meia – noite para abrir os presentes.
Uma prenda que eu gostava de receber era uma “Nintendo” nova, a minha já tem algumas partes partidas e só funciona ligada à corrente, mas se não for possível, não faz mal. Estar com a minha família toda reunida era o melhor presente que se podia ter.
Além disso, o Natal não significa receber prendas ou apenas comer rabanadas e outros doces. O Natal significa amor, passar tempo com a família e matar saudades.
Além disso, não é o quentinho da lareira que nos aquece, mas sim o quentinho dos nossos corações, o quentinho do amor que existe dentro de nós.

Ana Lúcia

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Becas

Becas era uma cadela de 10 anos. Fomos buscá-la ao canil, há oito anos atrás.

Era média, tinha parte da cara laranja como um deserto reflectido ao sol, e o resto do corpo era branco, branco esse que parecia neve fofa da Serra da Estrela.

Estávamos em princípio de Julho, quando notámos que ela estava “murcha”. Fomos ao veterinário, e a médica disse que ela tinha uma “hérnia”, um problema de coluna e por isso dobrava a pata. Marcou uma consulta com um médico, em Lisboa.

Na noite da chegada, já na casa de Lisboa, a Becas começou a tremer e da boca dela começou a sair espuma branca. Como aquela do mar, mas estava presa na sua boca, como o mar preso em angústia. Chegou a molhar o tapete, num círculo imperfeito.

Três noites depois, a noite antes da consulta, começou a chiar; estava com dificuldades respiratórias. Isto tudo às cinco da manhã. Os meus pais tiveram que levá-la a um veterinário, para a abater. Eu e a minha irmã preferimos ficar em casa; não queríamos ver.

Quando os meus pais chegaram, não traziam nada.

Havia outros pormenores, deveras sem importância: o sol a bater na cara dos meus pais, leve. A minha garganta a doer; um nó.

-Sim, ela morreu – disse a minha mãe.

                                                                                         Pedro Vidigal

The Beatles - Blackbird (proposta do Henrique)

Um encontro com um esquilo


Durante as férias eu e a minha família fomos a Londres, onde o correram vários acontecimentos marcantes, um deles aconteceu num parque chamado Kensington parque.

Eu e a minha família estávamos a almoçar sandes no Kensigton Park, quando o meu pai avista um esquilo na orla da floresta. Eu não perdi tempo e tirando um pouco de pão da minha sandes, fui ter com o esquilo. Ao princípio ele fugiu, obrigando-me a entrar pela floresta a dentro.

Eu segui-o durante algum tempo, mas quando ele finalmente parou e se virou para trás, eu estendi-lhe a mão com um pouco de pão e ele trepou para a minha mão. Nesse momento reparei em todos os pormenores do seu corpo: a sua cauda incrivelmente felpuda, o pêlo castanho-ruivo nas costas e branco na barriga, os olhos azuis e pequenos e até as suas orelhas, parecidas com as dos gatos, mas muito mais pequenas e delicadas.

Quando acabou o pão, saiu de cima da minha mão e eu voltei para junto da minha família a contar-lhes o sucedido.

Dois dias mais tarde, estávamos num avião para Portugal e eu ainda estava maravilhado com aquela memória que certamente lembrarei para o resto da vida.

                                                                                                 Manuel Amoreira

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O mistério da Lua desaparecida

O João era um menino que gostava muito de ver a Lua. Todos os dias, quando ia para a cama, inventava e escrevia uma história sobre a Lua. Nesta noite o céu estava cheio de estrelas e estava Lua cheia; o João sentia-se muito com o que estava a ver e começou a história que se chama: “ O mistério da Lua desaparecida ”
“ Todos os anos, na cidade de Denvill, se festeja o aniversário da Lua. Este ano, irá ser no dia 25 de Março, no dia em que estará Lua Cheia. A rosa é uma menina, que reside na bonita cidade de Denvill e, tal como todos os seus habitantes, ela estava ansiosa pela chegada desse dia, dia em que haveria uma festa muito bonita em homenagem à Lua. Faltavam três dias para o grande acontecimento. Nessa noite, quando se foi deitar, procurou a Lua para se despedir dela como fazia todas as noites, no entanto, não a encontrou no céu e ficou muito assustada. Depressa correu para junto da mão e contou-lhe o sucedido. A mãe disse-lhe que não se preocupasse, que não era nada e que na próxima noite a Lua já estaria no seu lugar. Mesmo assim, a Rosa ficou inquieta, pois, nunca tinha visto o céu seu a sua bonita Lua. Passados dois dias, a Lua ainda não tinha reaparecido e a Rosa continuava muito triste e sentia-se muito só, quando à noite ia à janela do seu quarto e não tinha a Lua para conversar. O aniversário da Lua era já no dia seguinte, e ninguém daquela cidade sabia o motivo pela qual a Lua não aparecia. Chegou o tão esperado dia, a Rosa e toda a população de Denvill sentiam-se ansiosos, tinham preparado aquela festa com muita dedicação e não sabiam o que iria acontecer se a Lua decidi-se não aparecer naquela noite .
Ao pôr-do-sol, todos saíram para a rua, menos a Rosa, que se foi sentar à janela do seu quarto a choramingar e a pensar que as Lua estava zangada com todos, porque teimava em não aparecer.
- Porque será que ela não nos vem visitar no seu dia? – Interrogava-se Rosa soluçando. A mãe, que andava à sua procura, descobriu-a encostada ao vidro da janela do seu quarto com a cara cheia de lágrimas, chamou-a e disse-lhe:
- Filha, filha! Descobri a razão pela qual a lua tem andado desaparecida. Sabes que acabou de dar nas notícias que nos últimos dias aconteceu um fenómeno meteorológico que não permitia que a Lua ficasse visível aos nossos olhos, mas já passou e se olhares para o céu, neste momento, poderás ver e cumprimentar a tua amiga Lua. A Rosa ficou muito feliz e foi a correr, para a rua, juntar-se ao resto da população para, assim, poderem festejar o tão esperado dia de aniversário da Lua. Tudo acabou por correr como o desejo da cidade de Denvill.”
Já era tarde quando o João acabou a história e, logo a seguir, adormeceu. Nessa noite, o João sonhou que ele mesmo fazia parte da bonita história que tinha inventado e que tinha, juntamente com a Rosa, celebraram o aniversário da Lua.

Mariana Sousa

Uma aventura deliciosa

Numa cidade chamada Amoreira vivia uma menina que tinha o nome de Joana. Joana tinha oito anos e era muito imaginativa.
Era Primavera e já havia muitas cerejas. Numa certa tarde Joana foi brincar para o meu das cerejeiras quando avistou uma estranha e grossa cereja no centro de toda a erva verde e fresca. Joana foi ao seu encontro e pegou-lhe com as suas mãos lisas e delicadas. Ao pegar-lhe, uma vóz fina exclamou:”Um tremor de terra”! Joana pareceu-lhe ter ouvido o que acabou de acontecer,mas pensou estar com alucinações. Logo de seguida sentiu-se estar a voar, mas na verdade,apercebeu-se que estava no interior da cereja. Ali,tudo era vermelho e com a forma de cereja:as casas,o vestuário,as plantas,as árvores...Toda a gente olhou para Joana e cumprimentou-a dizendo-lhe:”Boa tarde.” Joana, bem educada, diz também”Boa tarde”. A sua primeira amiga foi Deliciosa: uma ,menina bonita, educada, amiga e engraçada. Deliciosa levou-a a uma gruta e perguntou-lhe:
-Queres ter uma aventura deliciosa?
Joana disse de seguida:
-Bem estou aqui para isso.
Então entra aqui dentro. Podes comer as melhores cerejas de todo o mundo. Podes comer bocados de paredes, de bancos e de outras coisas...
-A aventura começa aqui. Vamos pela esquerda, ou pela direita?
-Pela esquerda.
-Vamos em frente ou pela direita?
-Em frente, por favor.
-E, agora pela porta rosa ou verde?
-Pode ser a verde, visto ser a cor de esperança.
Bem chegámos ao fiiimmm...
-OH! Não caímos neste buraco fundo, pelo menos é o quediz o mapa!
-Olha , é ali a saída: seguimos pela esquerda, depois pela direita, vamos em frente,viramos para a esquerda e, a seguir, para a direita.
E já chegámos, vamos embora.
- Já é tarde. Tenho que ir para casa. Estou com saudades da minha mãe. E agora, como me vou embora?
-Toma este antídoto que vai levar-te a tua casa.
Adeus, até breve.

Mariana Gil


O mistério da Ilha Gelado

Eu era a inspectora mais famosa de todo o mundo e tinha resolvido o caso mais complicado da minha vida: esse caso chamava – se ... o mistério da ilha Gelado.
Capítulo 1
Tudo começou assim: eu tinha acabado de resolver o roubo das mais preciosas jóias da rainha de Inglaterra quando, de repente, me telefonaram a dizer:
- Inspectora, temos um caso complicadíssimo entre mãos e sabemos que a Senhora é a única que o pode resolver.
E eu só podia ter respondido:
- Vou já, vá ter ao quartel.
- É para já, Senhora.
Fui ter ao quartel como combinado e perguntei:
- O que é que aconteceu?
- É na ilha Gelado. Há um problema.
- Que problema?

- Telefonaram para cá a dizer apenas: “Depressa, depressa, avisem a inspectora se não a ilha Gelado vai desaparecer para sempre, depreeeeeeeessa!” E não disseram mais nada.
- Mas isso é gravíssimo! Vivem mais de 2 milhões de pessoas na ilha Gelado. Depressa, temos que ir!
Bastou eu dizer isto que já estávamos dentro do avião a caminho da ilha Gelado. Quando eu lá cheguei, reparei que haviam algumas pessoas juntas no centro do aeroporto Baunilhachocolate e fui lá ter. Algumas pessoas viraram – se para mim e outras continuaram a falar umas com as outras até que o presidente me disse:
- Inspectora, é você?
- Sim, sou eu…
Antes de eu acabar a frase, o presidente interrompeu – me dizendo:
- Que alívio! Ainda bem que pôde vir! Agora, se não se importa, vamos até ao meu escritório.
- Claro que não me importo, afinal trata-se de um caso muito complicado.
E, assim, lá foi eu e o presidente para o seu escritório falar do que estava a acontecer na ilha Gelado. Ele apenas me disse:
- Bem … o que está a acontecer é ... que a ilha Gelado está a desaparecer devido a uma pessoa que anda a sugar a ilha. Sabe, a ilha é feita de gelado.
Eu respondi:
- Não há problema, fique descansado. Eu vou resolver o problema.
Capítulo 2
Eu, depois de ter conversado com o presidente, dirigi-me para o último sítio onde se tinha derretido um pedaço da ilha Gelado à procura de pistas.
Eu achei uma pequena amostra de uma gota de água e de um cabelo castanho. Levei-as para análise, para o laboratório Caramelo, onde no dia seguinte, já tinham as respostas para das perguntas que eu fiz.
Quando eu lá cheguei apenas disse:
- Já têm as respostas às minhas perguntas?
- Já, minha Senhora, já temos – responde – me um pesquisador do laboratório.
- Aquela amostra de gota de água era mesmo água?
- Sim, minha Senhora.
- E de quem era aquele cabelo castanho?
O pesquisador engoliu um seco e respondeu:
- Bem …
- Sim? – perguntei eu.
- O cabelo é do malvado … General do mal.
- Quem é esse, nunca ouvi falar dele? – perguntei um pouco confusa.
- Ele é o mais malvado, de todos os Senhores do Mal. Todos eles têm uma cidade ou ilha para espalhar o Mal e o General do mal escolheu esta.
- Huummm, mas eu vou apanhá-lo custe o que custar, nem que seja a última coisa que eu faça.
Depois de sair do laboratório Caramelo, dirigi--me ao hotel onde tinha ficado a morar para pensar um bocado onde seria que o tal General iria atacar a seguir.
Depois de de ter pensado e bebido café, disse em voz alta:
- É isso! Ele vai atacar no único ponto à beira mar, ou seja, no porto Morango, tenho que ir já comunicar aos outros agentes da polícia imediatamente para me dirigir lá com os devidos reforços e, por falar nisso tenho que arranjar uma forma da água não tocar na ilha Gelado se não esta vai desaparecer.
Capítulo 3
Já estava na ponte Morango quando, de repente, se ouve uma gargalhada terrível rasgar o profundo silêncio que ali estava, e depois vê se um homem com uma cicatriz no olho esquerdo. Era de certeza o malvado General do mal. Ele carregou num botão de uma grande máquina cheia de água que começou a agitar - se. Logo a seguir, eu gritei:
- Pare imediatamente, polícia!
Depois ele respondeu:
- Ah, ah, ah, ah já é tarde demais. A ilha Gelado vai desaparecer!
- Nunca é tarde demais para fazer justiça!
De seguida, lancei um bumerangue, e o General admirado disse:
- Pensas derrotar – me com…uhh!
Antes de ele acabar de dizer a frase levou em cheio com o bumerangue na cabeça e desmaiou, e antes de alguém ter dito “Bom trabalho”, comecei a correr e saltei mesmo a tempo de impedir que aquela máquina despejasse litros e litros de água na ilha Gelado.
Depois de ter prendido o General eu fui direitinha à câmara municipal onde o presidente me agradeceu vezes e vezes sem conta, mas eu tive de o interromper dizendo:
- Desculpe estar a interrompê-lo, mas eu tenho que ir.
Ele disse repentinamente:
- Não pode ir sem fazer uma coisa primeiro.
- O quê? – disse eu curiosa.
- Venha comigo.
Eu fui atrás dele e, quando virei a esquina da praça Lima limão, não queria acreditar: estava uma enorme festa à minha espera para eu receber a chave da ilha.
Foi esta a minha história de hoje meninos…
TRIIMMM TRIIMMM
- Estou?
- Inspectora temos mais um caso para si!
- Vou a caminho. Crianças, tenho de ir trabalhar, até á próxima.

Ana Lúcia Gameiro


A Páscoa em Portugal

Era uma vez 2 irmãs que decidiram ir passar férias a Portugal.
Prepararam as malas e, no dia seguinte, partiram às 6:30 da manhã.
Quando chegaram à Covilhã, as irmãs foram para o hotel TuriEstrela.
À noite, decidiram ir a uma discoteca. Uma das irmãs, a Catarina, arranjou um amigo e dançou.
No dia seguinte, elas foram para a Serra mas começou a nevar tanto que acabaram por se perder.
No dia seguinte, elas conseguiram voltar para o hotel.
Então, foram tomar banho e a seguir foram comer, mas, entretanto, ouviram uma notícia: um bando de ladrões tinha roubado os ovos da Páscoa. As irmãs foram à procura dos ovos. Ao longe avistaram uma igreja de pedra: e:ra a igreja de Santa Maria.
Entraram e ficaram lá sentadas num banco.
-Eu nunca vi nada assim! – disse a Catarina.
-Boa tarde, minhas lindas raparigas, o que fazem por aqui ?- perguntou o senhor prior.
-Nós, enquanto passeávamos, vimos esta igreja e decidimos entrar, mas já estamos de saída – disse a Mariana, a outra irmã.
Quando saíram, viram ao pé da igreja um ovo de Páscoa.
As duas irmãs foram ver o que se passava: eram os ovos da Páscoa que tinham desaparecido.
Depois levaram-nos para casa, partilharam-nos por todos e disseram em coro:
-Encontrámo-los! Urra, Urra!

Liliana


O JARDIM DA MINHA CASA

Depois de um Inverno tão rigoroso, finalmente, a Primavera chegou! Por fim, voltavam os dias de sol e de alegria.
Numa bela manhã, estava no meu jardim a limpar todas as folhas e flores secas, que tinham morrido no Inverno, quando reparei que os gatos da vizinha nos tinham arrancado quase todas as flores que ainda restavam. Pouco havia a fazer pois tinham partido tudo com as suas brincadeiras, apenas podíamos, deitar mãos à obra e voltar a plantar novas flores. Quando eu andava ainda no jardim, a minha mãe chega com um panfleto onde anunciava um concurso de jardins que se iria realizar na nossa cidade. Fiquei muito contente, pois, eu adoro mexer na terra e a ideia de ter um jardim novo também me agradou, já para não falar no prémio, que era uma fonte em forma de sereia e que ficaria muito bem no nosso jardim.
Começámos rapidamente a arranjar o jardim, pois, o tempo não era muito, e ainda havia muito que fazer. Plantámos várias qualidades de flores: margaridas, rosas, cravos, tulipas, e tantas outras. No final do trabalho feito, ficámos contentes com o resultado pois estava tudo muito bonito.
Por fim, veio o dia do concurso e nas ruas os juízes iam vendo todos os jardins e fazendo os apontamentos. A nossa cidade estava linda, cheia de belos jardins, e muito colorida! Os resultados do concurso iriam ser anunciados à noite numa festa organizada pela população. Ficámos ansiosos, mas só pela beleza e alegria que existia na nossa cidade já tinha valido a pena todo aquele trabalho. Quem ganhou o concurso foi um vizinho meu, e nós ficámos em segundo lugar; não ganhámos a fonte, mas ficámos com um jardim muito lindo. O concurso teve tanto sucesso que, para o ano, vamos voltar a repetir a ideia, e eu quero voltar a participar. Por agora vou aproveitar para brincar no meu lindo jardim, pois, quem sabe se para o ano, não serei o vencedor deste belo concurso de Primavera!

Renato Lourenço

O Senhor dos Anéis: a Irmandade do Anel

"O Senhor dos Anéis: a Irmandade do Anel" é um filme que conta a história de um rapaz chamado Frodo Baggins que recebeu do tio um Anel mágico. Esse Anel foi fabricado por Sauron, o Rei de Mordor, o principal reino do mal.
Antes de Bilbo Baggins (tio do Frodo) entregar o Anel a Frodo, põe o Anel, o que alerta Sauron para o facto de o Anel estar no Shire (cidade dos Hobbits, uma espécie de homens à qual pertencem Frodo e Bilbo). Depois de obter esta preciosa informação, Sauron envia os seus 9 melhores soldados, os Nasgûl, apanharem o Anel.
Gandalf, um feiticeiro do reino dos homens, vai ter com Frodo e diz-lhe para fugir e deitar o Anel no Vulcão de Mordor, o único sítio onde o Anel pode ser destruído.
Frodo, Sam, Peppin e Medric partem para uma pequena aldeia onde encontram Aragorn, descendente de Isilur, um antigo rei de Gondor.
Sempre fugindo dos 9 Nasgûl, os 5 dirigem-se a Rivendel uma das cidades mais importantes dos Elfos. Lá encontram Gilmi, um Anão, Legolas, um elfo arqueiro, Borimir, filho do actual rei de Gondor e Gandalf.
Os 9 partiram em direcção a Mordor passando pelas Minas Mória onde Gandalf é atacado por um Balrog* e morre.
Os 8 saem das Minas Mória e vão em direcção a Lorien, a principal cidade dos elfos. Abastecem-se de comida para a viagem e continuam para sul, mas por um rio.
O que eles não se apercebem é que uma grande tropa vinda de Isengard (uma cidade governada por Sauruman, o chefe dos “orcs”*) se aproxima deles vindos de ambas as margens do rio.
Os 8 param para descansar, comer e dormir. Aragorn diz a Frodo que ele tem de ir sozinho com Sam para Mordor. Estes vão mesmo antes de os “orcs” começarem a atacar.
Depois de uma grande luta, os “orcs” retiram-se mas deixam Borimir morto e conseguem raptar Medric e Peppin (por pensarem que são eles que têm o Anel).
Durante a guerra, Frodo e Sam continuam em direcção à “Black gate”, que é a entrada para Mordor, enquanto os 3 restantes vão procurar Medric e Peppin.

 
*Balrog - criatura perigosa e feita de fogo e lava petrificada

.*Orcs - criaturas cruéis e que só pensam em destruir a raça humana e a raça élfica.

J. Manuel Amoreira

sábado, 6 de março de 2010

O pequeno guerreiro

Era uma vez um pequenino rapaz chamado Klautos.
Era um rapaz que vivia com o seu pai e a sua mãe que eram os reis de Vulcanik: uma cidade situada ao pé de um vulcão.
Klautos era pequenino e tinha um sonho de um dia subir ao trono e ser um grande lutador e um grande guerreiro a cavalo. Ele treinava com os amigos e, à medida que ia crescendo, ele ia aprendendo a utilizar a espada e a andar a cavalo.
Aos 10 anos de idade, Klautos perdeu o pai numa guerra contra a cidade de Apolo, a cidade vizinha, que tentava conquistar a cidade de Vulcanik. Assim, a mãe de Klautos subiu ao trono, pois, o filho não tinha idade.
Aos 18 anos, Klautos já era um guerreiro de elite. Os guerreiros da cidade de Apolo foram obrigados a retirar-se de Vulcanik, pois, aquele exército comandado por Klautos era mais forte e mais evoluído. O povo achou que Klautos devia subir ao trono, mas a rainha recusava-se a ceder-lhe o trono. Durante alguns dias, o povo andava estranho. Um dia, Klautos acordou muito cedo e, assim que a mãe dele acordou, uma grande multidão gritava:
-Klautos ao trono! Klautos ao trono! Fora a rainha! Fora a rainha!
A rainha, perante aquela situação, não tinha outra alternativa. Então, nesse mesmo dia, Klautos subiu ao trono e aquela cidade nunca mais foi a mesma. Mas havia um problema, o vulcão estava quase a entrar em erupção. Então, Klautos mandou construir uma muralha à volta da sua cidade. Contudo, passados alguns meses o vulcão continuava sem explodir!
“Tanto trabalho para nada” - reclamava o povo. Mas Klautos disse:
-Não se preocupem. A muralha vai ficar e, assim, a nossa cidade ficará mais protegida, principalmente da cidade de Apolo.
Todo o povo o aplaudiu. Klautos era um verdadeiro guerreiro e o rei do povo.
O seu sonho estava concretizado.

Vasco

"O Rei-Menino"


Os textos que se seguem são a continuação de um episódio da obra "O Rei-Menino" de António Torrado (lido na sala de aula).


Três desejos

"Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
-Bom dia, vossa Majestade! – Cumprimentou o criado. – Como vai vossa Majestade, hoje para o conselho da corte?
Era a pergunta de todas as manhãs. "Como vai…", entenda-se: "Como vai vestido".
Havia muito por onde escolher.
Mas desta vez para surpresa do criado, o rei menino respondeu apenas:
- Vou de patins.
O criado espantado pergunta:
-Tem a certeza?
-Sim, claro que tenho – respondeu orei menino.
Quando chegou ao conselho da corte, um dos conselheiros disse:
-Sua majestade, hoje vem cá o rei de Leão, por isso, proponho-lhe que tire esses patins!
- Não! – disse o rei menino enraivecido.
E saiu a correr até ao jardim. Mas isso passou-lhe depressa.
Ao longe, pareceu-lhe ver um coelho branco com um relógio na pata. Com os seus patins evoluídos, foi atrás dele.
Ao virar a esquina, o coelho desapareceu de vista. O rei menino cansado encosta-se a um parede do palácio. A parede gira e ele entra numa sala secreta onde havia um grande tesouro: moedas de oiro, colares de prata, diamantes que eram do tamanho de berlindes, pulseiras, brincos , anéis, rubis, rosas de prata e oiro…era um tesouro nunca antes visto.
Lá no meio daquele valioso tesouro, havia um holograma que dizia o seguinte:
-Olá, Gustavo I! Venho dizer-te uma coisa: há um livro na biblioteca real que é mágico e concedente três desejos, mas para os realizares é preciso saberes o passado da tua família.
O rei menino tentou sair dali para ir contar aos seus conselheiros o que lhe tinha acontecido, mas para sair dali era preciso subir escadas. Com os patins não dava jeito, por isso, teve de se descalçar e lá foi ele.
Foi dar à despensa junto à cozinha.
Os conselheiros ficaram espantados com aquela história fantástica.
O rei menino descobriu a história da sua família e os desejos não foram todos realizados porque ele só pediu um:
-Desejo que a minha família nunca tivesse morrido!
E, assim, o seu desejo foi concedido: viveu feliz com o seu pai e a sua mãe e foi rico para todo o sempre!

Lina de Jesus



Afinal havia uma justificação

…Então logo de seguida, o conselheiro disse:
-Desculpe, sua Alteza, mas eu não me dou muito bem com o dragão...
-Então, só pode haver uma justificação…- disse o rei.
- Bem, eu não acho que isso seja verdade… - resmungou logo o dragão. – Ele só sabe embirrar comigo! Estavam ali todas as pessoas incluindo o mestre de dança, que disse:
- Eu, no outro dia…ouvi os dois discutir, não sei bem porquê…
-Foi, assim… - começou o conselheiro. – Eu estava muito bem na minha mesinha a trabalhar, quando, de repente, se ouve um assobio de vento…
- Pára! – interrompeu o rei. – O dragão concorda até aqui?
- Bem…até concordo…
- E esse assobio vinha do dragão que, por acaso, me deitou fogo aos papéis…
- Foi sem querer, por favor, perdoa-me…Perdoas-me? – interrogava o dragão cheio de pena.
- Afinal, existe uma justificação para isto tudo – diziam todos.
 - Pronto, eu perdoo-o! - dizia o conselheiro.
Então estava tudo resolvido.
- Avó… já acabei de ler a história que o papá me deu… - dizia uma menina com um livro na mão.
 - Gostaste? – perguntou a avó.
- Sim… aprendi que devemos sempre dizer a verdade e, assim, não há confusões… - dizia a menina.

Cláudia Franco nº8


Viva o dragão

 
-Foste tu?! Sem a minha autorização? – perguntou o rei que, como imaginam, estava fulo.
-Sim – disse o conselheiro sussurrando. – Eu pensei que sua alteza deixasse.
- Tu não sabes o que…
A fala do rei foi interrompida pelo dragão que rugiu:
- Calem-se!!! - os dois homens calaram-se e olharam para o dragão. – Vim aqui também dizer que Rogash vos vai atacar com 50 mil soldados esta noite.
- 50 MIL?! Ajude-nos – pediu o rei.
-Nem pensem, tenho mais que fazer – disse o dragão mesmo antes de sair.
Os soldados de Rogash tinham chegado e estavam prontos para entrar quando…
-PUM ! - 5 grandes bolas de fogo atingiram os invasores, matando-os a todos.
-Porque voltaste? – perguntou o rei aliviado e agradecido.
-Esqueci-me da carteira – disse o dragão, rindo-se.

J. Manuel

O Rei Radical

    Numa manhã igual às outras, o criado abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
    -Bom dia, Majestade! - cumprimentou o criado. - Como vai vossa majestade hoje para o conselho da corte?
    Era a pergunta de todas as manhãs. “Como vai...”, entenda-se: ”Como vai vestido”.
    Havia muito por onde escolher.
    Mas desta vez, para surpresa do criado, o Rei-Menino respondeu apenas: “Vou de patins”.
    O criado, ao ouvir aquela decisão ficou vermelho, chocado.
    Na corte, ao verem chegar o rei menino deslizando nos seus patins, uns conselheiros ficaram brancos outros engasgaram-se, outros não conseguiam falar, alguns até pediram um copo com água.
    D.Gustavinho foi-se sentar no trono e pensou:
    -E se fosse brincar com os meus amigos tal como fiz há uns dias atrás no parque?
    Se bem pensou, melhor o fez.
    Levantou-se com um ar muito importante e dirigiu-se aos seus conselheiros:
    -Meus senhores, por hoje, estão acabados os problemas do reino. Podem levantar-se e vão todos de folga.
    Antes que os guardas do palácio se apercebessem e aproveitando a confusão que esta ordem do rei provocou, imediatamente este escapou para ir ter com os amigos que deviam estar a brincar àquela hora no parque.
    A partir daí, passou a ser habitual o Rei-Menino escapar-se das suas funções de rei e dedicar-se às mais radicais tarefas de brincar: subir às árvores, deslizar por uma corda nas paredes do castelo, escorregar descalço pelos corredores do palácio, etc.
E os conselheiros que no início tanto criticavam o rei, acabaram por se habituar e finalmente começaram a achar muita graça.


A partir daí, o Rei-Menino passou a chamar-se: O Rei Radical.

Luís António

O Rei Menino

    Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
-Bom dia Majestade! cumprimentou o criado. -Como vai Vossa Majestade, hoje, para o conselho da corte?
Era a pergunta de todas as manhãs. ''Como vai'' entenda-se''Como vai vestido''. Havia muito por onde escolher . Mas desta vez, para surpresa do criado, o rei menino respondeu apenas :
    ''Vou de patins''
    Então, o criado disse  ao rei menino:
    -Tenha cuidado Vossa Majestade, cuide bem de si!
    E, pronto para ir para o conselho da corte, lá foi o reizinho andando sobre rodas. Até que se apercebeu da existência de uma cabana silenciosa mesmo junto ao seu jardim: era coberta de palha, apenas palha mais nada! Então, ele decidiu entrar para ver o que se encontrava lá dentro.
    -Uma manta azul, restos de pão e tu! -disse o rei menino. -Como é que te chamas?
    -Jo-jo-e-el cha-a-mo--me Joel! - disse o rapaz gaguejando por ver à sua frente um membro de nobreza.
    -Não tenhas medo de mim, sou apenas o rei menino e chamo-me Manuel!
    -Posso experimentar essa coisa que tens na cabeça?! - disse o rapaz entusiasmado.
    -É uma coroa! E claro que podes experimentar! - disse o rei menino. -Uau estás igual a mim!
    -Tu deves ser um sortudo! Usas coroa, mandas em tudo e em todos! Quem me dera ser assim! Como tu!
    -Não, tu é que és um sortudo! És livre, podes fazer o que quiseres, mas eu não, tenho de ficar colado ao trono a ouvir os chatos dos meus conselheiros reais privados...
    -Ei, tu tens conselheiros reais privados?! És um duplo sortudo!Quem me dera ser mesmo assim! - disse o rapazinho entusiasmado.
    -Espera aí! Anda comigo ao lago dos desejos.
   Então, lá foram os dois contentes, a caminho do lago dos desejos.
    -Olha para a água! És mesmo parecido comigo! - disse o rei menino.
    -Acabei de ter uma ideia! Tu gostas da minha vida e eu adoro a tua! Poque é que não trocamos de personagens?! Acredita em mim, vai ser divertido!
    -Hum até pode ser que resulte! Vai ser entusiasmante! Que divertido! Até já estou a imaginar...- disse o rei menino aos pinotes.
    -Cuidado, ainda vais cair para o rio!
    -Sim, é melhor parar. Ei, não tens sede?
    -Sim, um pouco. Vamos beber um pouco desta água. Parece-me muito límpida e deve ser seguro. -disse o Joel.
    Então, depois de se olharem alguns segundos começaram a beber a água mas, de repente, eles tinham trocado de personagens.
    -Ei, olha para mim, estou igualzino a ti! Mas como é que isto aconteceu? - disse Joel assustado.
    -Cá para mim isto foi magia, bruxedo ou qualquer coisa parecida! -exclamou o Joel.
    -Se é! - disse o rei menino que agora é o Joel!
    -Olha para o céu já está a escurecer, é melhor ir para a cabana, ou quer dizer para o castelo! AH, AH, AH! Que confusão!
    -Adeus!
    -Bye!
    Tttrrriiimmm...!
    -Atenção a todos os tripulantes que estão na cama! Acordem, pois já são 07:00!
-Oh, não! Outra vez não, já estou farto destes sonhos que parecem ser realidade pois, nunca posso dar-lhes continuidade, é uma seca! -exclamou o rei menino pronto para ir para o conselho da corte.

Bruna.

O Rei Menino

    Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
    - Bom dia, Majestade! – cumprimentou o criado. – Como vai vossa Majestade, hoje, para o conselho da corte?
    Era a pergunta de todas as manhãs. “ Como vai…” Entenda-se: “ Como vai vestido.”
Mas desta vez, para surpresa do criado, o rei menino respondeu apenas: “ Vou de patins.” O criado ficou tão espantado pela resposta do rei menino que pensava tê-lo ouvido mal.
    -Majestade, que diz? – perguntou o criado.
    -Isso mesmo que ouviu, hoje vou de patins!
    O rei menino vestiu-se, meteu os patins e dirigiu-se para a porta de saída.
    O seu criado chamou-o.
    -Majestade, Majestade, mas para onde vai? O menino tem de ir para o conselho do corte.
    -Hoje não vou para lado nenhum, apenas vou para aquele belo jardim patinar e brincar com os novos amigos que conheci ontem.
    O menino rei, a partir daquele dia, percebeu que o lugar dele era a brincar e também a estudar para aprender a contar mais de cem. Tinha o mesmo direito das outras crianças e ainda era muito novo para governar.
    A partir daquele dia, o rei era um menino feliz que fazia o que ele queria porque ele era o rei e ele é que mandava.

Miguel

Uma Nova Lei

    Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do quarto real.
    - Bom dia Majestade! - cumprimentou o criado. - Como vai Vossa Majestade, hoje, para o Conselho da Corte.
    Era a mesma pergunta de todas as manhãs  "Como vai...” entenda-se: “Como Vai vestido.” Ele abriu um olho e respondeu: “Hoje vou de patins!” O criado, ao ouvir aquilo, começou a gaguejar. Estava de tal maneira chocado que gaguejou ainda mais. Eram 8 horas da manhã e o rei menino levantou-se e chamou os seu criados para o vestirem.
    -Manto azul, amarelo, vermelho ou verde?
    -Meias amarelas ou azuis?
    -Calças rosa,às bolas,às riscas ou...?
    Já estando farto exclamou:
    -Escolham o que quiserem?
    Mais uma vez, os criados ficaram chocados.
    Saiu do quarto e foi buscar os patins. Foi para o Conselho da Corte a patinar com os seus patins cheios de jóias. Quando abriu a porta com 4 metros de altura, as pessoas que lá estavam fecharam e reabriram os olhos ao verem o rei entrar de patins. Ele sentou-se a mesa e disse:
    - Esta é a nova lei: “Poder andar de patins”!
    Com a boca aberta, as pessoas abriram o cofre real e tiraram o livro das leis: “Laws”. E escreveram a
nova lei: Andar de patins quando quisermos.
Com isto tudo, o rei menino mandou vir os melhores patins de “Imagina “, uma cidade com as melhores marcas.
    O criado anunciou:
    - O Conselho da Corte vai começar!
    Reuniram-se à volta de uma grande e disseram em coro:
    - A lei será cumprida!



Mariana Marques Gil Nº20 5º3