sábado, 6 de março de 2010

O pequeno guerreiro

Era uma vez um pequenino rapaz chamado Klautos.
Era um rapaz que vivia com o seu pai e a sua mãe que eram os reis de Vulcanik: uma cidade situada ao pé de um vulcão.
Klautos era pequenino e tinha um sonho de um dia subir ao trono e ser um grande lutador e um grande guerreiro a cavalo. Ele treinava com os amigos e, à medida que ia crescendo, ele ia aprendendo a utilizar a espada e a andar a cavalo.
Aos 10 anos de idade, Klautos perdeu o pai numa guerra contra a cidade de Apolo, a cidade vizinha, que tentava conquistar a cidade de Vulcanik. Assim, a mãe de Klautos subiu ao trono, pois, o filho não tinha idade.
Aos 18 anos, Klautos já era um guerreiro de elite. Os guerreiros da cidade de Apolo foram obrigados a retirar-se de Vulcanik, pois, aquele exército comandado por Klautos era mais forte e mais evoluído. O povo achou que Klautos devia subir ao trono, mas a rainha recusava-se a ceder-lhe o trono. Durante alguns dias, o povo andava estranho. Um dia, Klautos acordou muito cedo e, assim que a mãe dele acordou, uma grande multidão gritava:
-Klautos ao trono! Klautos ao trono! Fora a rainha! Fora a rainha!
A rainha, perante aquela situação, não tinha outra alternativa. Então, nesse mesmo dia, Klautos subiu ao trono e aquela cidade nunca mais foi a mesma. Mas havia um problema, o vulcão estava quase a entrar em erupção. Então, Klautos mandou construir uma muralha à volta da sua cidade. Contudo, passados alguns meses o vulcão continuava sem explodir!
“Tanto trabalho para nada” - reclamava o povo. Mas Klautos disse:
-Não se preocupem. A muralha vai ficar e, assim, a nossa cidade ficará mais protegida, principalmente da cidade de Apolo.
Todo o povo o aplaudiu. Klautos era um verdadeiro guerreiro e o rei do povo.
O seu sonho estava concretizado.

Vasco

"O Rei-Menino"


Os textos que se seguem são a continuação de um episódio da obra "O Rei-Menino" de António Torrado (lido na sala de aula).


Três desejos

"Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
-Bom dia, vossa Majestade! – Cumprimentou o criado. – Como vai vossa Majestade, hoje para o conselho da corte?
Era a pergunta de todas as manhãs. "Como vai…", entenda-se: "Como vai vestido".
Havia muito por onde escolher.
Mas desta vez para surpresa do criado, o rei menino respondeu apenas:
- Vou de patins.
O criado espantado pergunta:
-Tem a certeza?
-Sim, claro que tenho – respondeu orei menino.
Quando chegou ao conselho da corte, um dos conselheiros disse:
-Sua majestade, hoje vem cá o rei de Leão, por isso, proponho-lhe que tire esses patins!
- Não! – disse o rei menino enraivecido.
E saiu a correr até ao jardim. Mas isso passou-lhe depressa.
Ao longe, pareceu-lhe ver um coelho branco com um relógio na pata. Com os seus patins evoluídos, foi atrás dele.
Ao virar a esquina, o coelho desapareceu de vista. O rei menino cansado encosta-se a um parede do palácio. A parede gira e ele entra numa sala secreta onde havia um grande tesouro: moedas de oiro, colares de prata, diamantes que eram do tamanho de berlindes, pulseiras, brincos , anéis, rubis, rosas de prata e oiro…era um tesouro nunca antes visto.
Lá no meio daquele valioso tesouro, havia um holograma que dizia o seguinte:
-Olá, Gustavo I! Venho dizer-te uma coisa: há um livro na biblioteca real que é mágico e concedente três desejos, mas para os realizares é preciso saberes o passado da tua família.
O rei menino tentou sair dali para ir contar aos seus conselheiros o que lhe tinha acontecido, mas para sair dali era preciso subir escadas. Com os patins não dava jeito, por isso, teve de se descalçar e lá foi ele.
Foi dar à despensa junto à cozinha.
Os conselheiros ficaram espantados com aquela história fantástica.
O rei menino descobriu a história da sua família e os desejos não foram todos realizados porque ele só pediu um:
-Desejo que a minha família nunca tivesse morrido!
E, assim, o seu desejo foi concedido: viveu feliz com o seu pai e a sua mãe e foi rico para todo o sempre!

Lina de Jesus



Afinal havia uma justificação

…Então logo de seguida, o conselheiro disse:
-Desculpe, sua Alteza, mas eu não me dou muito bem com o dragão...
-Então, só pode haver uma justificação…- disse o rei.
- Bem, eu não acho que isso seja verdade… - resmungou logo o dragão. – Ele só sabe embirrar comigo! Estavam ali todas as pessoas incluindo o mestre de dança, que disse:
- Eu, no outro dia…ouvi os dois discutir, não sei bem porquê…
-Foi, assim… - começou o conselheiro. – Eu estava muito bem na minha mesinha a trabalhar, quando, de repente, se ouve um assobio de vento…
- Pára! – interrompeu o rei. – O dragão concorda até aqui?
- Bem…até concordo…
- E esse assobio vinha do dragão que, por acaso, me deitou fogo aos papéis…
- Foi sem querer, por favor, perdoa-me…Perdoas-me? – interrogava o dragão cheio de pena.
- Afinal, existe uma justificação para isto tudo – diziam todos.
 - Pronto, eu perdoo-o! - dizia o conselheiro.
Então estava tudo resolvido.
- Avó… já acabei de ler a história que o papá me deu… - dizia uma menina com um livro na mão.
 - Gostaste? – perguntou a avó.
- Sim… aprendi que devemos sempre dizer a verdade e, assim, não há confusões… - dizia a menina.

Cláudia Franco nº8


Viva o dragão

 
-Foste tu?! Sem a minha autorização? – perguntou o rei que, como imaginam, estava fulo.
-Sim – disse o conselheiro sussurrando. – Eu pensei que sua alteza deixasse.
- Tu não sabes o que…
A fala do rei foi interrompida pelo dragão que rugiu:
- Calem-se!!! - os dois homens calaram-se e olharam para o dragão. – Vim aqui também dizer que Rogash vos vai atacar com 50 mil soldados esta noite.
- 50 MIL?! Ajude-nos – pediu o rei.
-Nem pensem, tenho mais que fazer – disse o dragão mesmo antes de sair.
Os soldados de Rogash tinham chegado e estavam prontos para entrar quando…
-PUM ! - 5 grandes bolas de fogo atingiram os invasores, matando-os a todos.
-Porque voltaste? – perguntou o rei aliviado e agradecido.
-Esqueci-me da carteira – disse o dragão, rindo-se.

J. Manuel

O Rei Radical

    Numa manhã igual às outras, o criado abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
    -Bom dia, Majestade! - cumprimentou o criado. - Como vai vossa majestade hoje para o conselho da corte?
    Era a pergunta de todas as manhãs. “Como vai...”, entenda-se: ”Como vai vestido”.
    Havia muito por onde escolher.
    Mas desta vez, para surpresa do criado, o Rei-Menino respondeu apenas: “Vou de patins”.
    O criado, ao ouvir aquela decisão ficou vermelho, chocado.
    Na corte, ao verem chegar o rei menino deslizando nos seus patins, uns conselheiros ficaram brancos outros engasgaram-se, outros não conseguiam falar, alguns até pediram um copo com água.
    D.Gustavinho foi-se sentar no trono e pensou:
    -E se fosse brincar com os meus amigos tal como fiz há uns dias atrás no parque?
    Se bem pensou, melhor o fez.
    Levantou-se com um ar muito importante e dirigiu-se aos seus conselheiros:
    -Meus senhores, por hoje, estão acabados os problemas do reino. Podem levantar-se e vão todos de folga.
    Antes que os guardas do palácio se apercebessem e aproveitando a confusão que esta ordem do rei provocou, imediatamente este escapou para ir ter com os amigos que deviam estar a brincar àquela hora no parque.
    A partir daí, passou a ser habitual o Rei-Menino escapar-se das suas funções de rei e dedicar-se às mais radicais tarefas de brincar: subir às árvores, deslizar por uma corda nas paredes do castelo, escorregar descalço pelos corredores do palácio, etc.
E os conselheiros que no início tanto criticavam o rei, acabaram por se habituar e finalmente começaram a achar muita graça.


A partir daí, o Rei-Menino passou a chamar-se: O Rei Radical.

Luís António

O Rei Menino

    Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
-Bom dia Majestade! cumprimentou o criado. -Como vai Vossa Majestade, hoje, para o conselho da corte?
Era a pergunta de todas as manhãs. ''Como vai'' entenda-se''Como vai vestido''. Havia muito por onde escolher . Mas desta vez, para surpresa do criado, o rei menino respondeu apenas :
    ''Vou de patins''
    Então, o criado disse  ao rei menino:
    -Tenha cuidado Vossa Majestade, cuide bem de si!
    E, pronto para ir para o conselho da corte, lá foi o reizinho andando sobre rodas. Até que se apercebeu da existência de uma cabana silenciosa mesmo junto ao seu jardim: era coberta de palha, apenas palha mais nada! Então, ele decidiu entrar para ver o que se encontrava lá dentro.
    -Uma manta azul, restos de pão e tu! -disse o rei menino. -Como é que te chamas?
    -Jo-jo-e-el cha-a-mo--me Joel! - disse o rapaz gaguejando por ver à sua frente um membro de nobreza.
    -Não tenhas medo de mim, sou apenas o rei menino e chamo-me Manuel!
    -Posso experimentar essa coisa que tens na cabeça?! - disse o rapaz entusiasmado.
    -É uma coroa! E claro que podes experimentar! - disse o rei menino. -Uau estás igual a mim!
    -Tu deves ser um sortudo! Usas coroa, mandas em tudo e em todos! Quem me dera ser assim! Como tu!
    -Não, tu é que és um sortudo! És livre, podes fazer o que quiseres, mas eu não, tenho de ficar colado ao trono a ouvir os chatos dos meus conselheiros reais privados...
    -Ei, tu tens conselheiros reais privados?! És um duplo sortudo!Quem me dera ser mesmo assim! - disse o rapazinho entusiasmado.
    -Espera aí! Anda comigo ao lago dos desejos.
   Então, lá foram os dois contentes, a caminho do lago dos desejos.
    -Olha para a água! És mesmo parecido comigo! - disse o rei menino.
    -Acabei de ter uma ideia! Tu gostas da minha vida e eu adoro a tua! Poque é que não trocamos de personagens?! Acredita em mim, vai ser divertido!
    -Hum até pode ser que resulte! Vai ser entusiasmante! Que divertido! Até já estou a imaginar...- disse o rei menino aos pinotes.
    -Cuidado, ainda vais cair para o rio!
    -Sim, é melhor parar. Ei, não tens sede?
    -Sim, um pouco. Vamos beber um pouco desta água. Parece-me muito límpida e deve ser seguro. -disse o Joel.
    Então, depois de se olharem alguns segundos começaram a beber a água mas, de repente, eles tinham trocado de personagens.
    -Ei, olha para mim, estou igualzino a ti! Mas como é que isto aconteceu? - disse Joel assustado.
    -Cá para mim isto foi magia, bruxedo ou qualquer coisa parecida! -exclamou o Joel.
    -Se é! - disse o rei menino que agora é o Joel!
    -Olha para o céu já está a escurecer, é melhor ir para a cabana, ou quer dizer para o castelo! AH, AH, AH! Que confusão!
    -Adeus!
    -Bye!
    Tttrrriiimmm...!
    -Atenção a todos os tripulantes que estão na cama! Acordem, pois já são 07:00!
-Oh, não! Outra vez não, já estou farto destes sonhos que parecem ser realidade pois, nunca posso dar-lhes continuidade, é uma seca! -exclamou o rei menino pronto para ir para o conselho da corte.

Bruna.

O Rei Menino

    Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do leito real.
    - Bom dia, Majestade! – cumprimentou o criado. – Como vai vossa Majestade, hoje, para o conselho da corte?
    Era a pergunta de todas as manhãs. “ Como vai…” Entenda-se: “ Como vai vestido.”
Mas desta vez, para surpresa do criado, o rei menino respondeu apenas: “ Vou de patins.” O criado ficou tão espantado pela resposta do rei menino que pensava tê-lo ouvido mal.
    -Majestade, que diz? – perguntou o criado.
    -Isso mesmo que ouviu, hoje vou de patins!
    O rei menino vestiu-se, meteu os patins e dirigiu-se para a porta de saída.
    O seu criado chamou-o.
    -Majestade, Majestade, mas para onde vai? O menino tem de ir para o conselho do corte.
    -Hoje não vou para lado nenhum, apenas vou para aquele belo jardim patinar e brincar com os novos amigos que conheci ontem.
    O menino rei, a partir daquele dia, percebeu que o lugar dele era a brincar e também a estudar para aprender a contar mais de cem. Tinha o mesmo direito das outras crianças e ainda era muito novo para governar.
    A partir daquele dia, o rei era um menino feliz que fazia o que ele queria porque ele era o rei e ele é que mandava.

Miguel

Uma Nova Lei

    Numa manhã igual às outras, o criado de quarto abriu cerimoniosamente os cortinados do quarto real.
    - Bom dia Majestade! - cumprimentou o criado. - Como vai Vossa Majestade, hoje, para o Conselho da Corte.
    Era a mesma pergunta de todas as manhãs  "Como vai...” entenda-se: “Como Vai vestido.” Ele abriu um olho e respondeu: “Hoje vou de patins!” O criado, ao ouvir aquilo, começou a gaguejar. Estava de tal maneira chocado que gaguejou ainda mais. Eram 8 horas da manhã e o rei menino levantou-se e chamou os seu criados para o vestirem.
    -Manto azul, amarelo, vermelho ou verde?
    -Meias amarelas ou azuis?
    -Calças rosa,às bolas,às riscas ou...?
    Já estando farto exclamou:
    -Escolham o que quiserem?
    Mais uma vez, os criados ficaram chocados.
    Saiu do quarto e foi buscar os patins. Foi para o Conselho da Corte a patinar com os seus patins cheios de jóias. Quando abriu a porta com 4 metros de altura, as pessoas que lá estavam fecharam e reabriram os olhos ao verem o rei entrar de patins. Ele sentou-se a mesa e disse:
    - Esta é a nova lei: “Poder andar de patins”!
    Com a boca aberta, as pessoas abriram o cofre real e tiraram o livro das leis: “Laws”. E escreveram a
nova lei: Andar de patins quando quisermos.
Com isto tudo, o rei menino mandou vir os melhores patins de “Imagina “, uma cidade com as melhores marcas.
    O criado anunciou:
    - O Conselho da Corte vai começar!
    Reuniram-se à volta de uma grande e disseram em coro:
    - A lei será cumprida!



Mariana Marques Gil Nº20 5º3

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Casamentos impossíveis

Lúcia é rapariga,
mas com o lúcio não pode casar,
pois, ela anda na terra
e ele nada no mar.

A bola e bolo não se podem casar
senão uma confusão a sua vida vai virar:
a bola saltita e, se no bolo bater,
tudo sujo vai ter.

A bomba e o bombo não se podem casar
Ou, então, tudo se vai revoltar.
A bomba estoira no ar
E o bombo apenas alegria quer espalhar.

A cigarra e o cigarro não se podem casar
Pois, a cigarra ficaria a fumegar.

Ana Lúcia Gameiro e Henrique Alves

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A CARTA

                                                                                                                 Covilhã, 20 de Janeiro de 2010

      Olá, Fábio!
      Escrevo -te esta carta, porque tenho conhecimento de que estás muito doente.
      A tua mãe já veio cá à escola. Explicou à Directora de Turma que tu estavas muito doente e, assim, não podias vir às aulas durante duas semanas.
      Sabes, o nosso grupo de História já fez o trabalho, já o apresentámos e a professora de História deu-nos a nota de Satisfaz Bem.
      Quando tu regressares, eu empresto-te os meus apontamentos.
      Fábio, já tivemos uma reunião de pais. A Directora de Turma, nessa reunião, entregou as notas. Alguns meninos tiveram negativas e nos testes de Vocabulário de Inglês, não houve altas notas, até houve meninos que fizeram uma palavra.
      Desejo-te as melhoras.
      Um abraço do teu amigo

                                                                                                                   André Quelhas



                                                                                        Alaska, 13 de Janeiro de 2010


Querido amigo Henrique

Escrevo-te para te contar as minhas férias no Alaska.

Aqui, no Alaska, o tempo é muito mais frio! É tudo engraçado: no meu quarto tenho um alce a entrar pela parede. O pior daqui é que tenho que falar inglês (americano). No outro dia fiz um amigo que, por acaso, é português.

Adora alces e fazer expedições nas montanhas geladas. Um dia disse-me que tinha visto um urso polar a atacar uma morsa, mas eu não acredito. Quando crescer quer ser esquimó e ter vários trenós a serem puxados por alces e raposas do Árctico. É muito imaginativo.

A minha família também se está a divertir. O meu pai anda atrás dos castores mas eles fogem sempre; o meu irmão está sempre no computador e a minha mãe só faz bordados. As minhas férias são assim.

E por aí como é?

Até breve meu amigo

Do teu amigo,
                                                   Vasco
                                                                                                        Inglaterra, 13/1/2010

      Olá, avó!

      Estou a escrever-te esta carta para para te contar as minhas férias em Inglaterra .
      Conheci pessoas famosas, até conheci os meus músicos favoritos, ou seja, os elementos do grupo Linkin Park. São muito fixes!
      Sabes, também já sei falar algumas coisas em inglês.
      Quando passeava junto ao rio Tamisa, vi um grande actor: o Brian Conner, aquele que faz a “Velocidade furiosa”.
      Os hotéis são 5 estrelas: são muito confortáveis e agradáveis!
      Mas quero que saibas que tenho muitas saudades tuas, avó.

      Adeus e muitos beijinhos.

                                                                                                                            João

João António Neves
                                                                                                              Tortosendo, 10 de Janeiro de 2010

      Querida amiga, Filipa !

      Estou a escrever-te esta carta para te contar as minhas férias do Natal.
      As minhas férias foram boas, fui para casa da minha avó.
      E as tuas férias como foram?
      Olha, recebi muitos presentes. Recebi um Kit de maquilhagem, roupa e um livro chamado "O que pensam as raparigas dos rapazes". Eu já o comecei a ler e é muito interessante. E tu, o que recebeste ?
      No dia de Natal fui para casa da minha tia, passei lá o dia e dormi lá.


Muitos Beijinhos da tua amiga !


                                                                                                                  Liliana Gomes

Liliana Gomes 5º3 Nº26
                                                                                                                    Veneza, 13/01/2010

Meu amigo, Manuel!


      Estou a escrever-te esta carta para te contar como é Veneza e como tenho passado os meus últimos dias.
      Veneza é espectacular! Os barcos e as gôndolas percorrem os canais no meio da cidade e existem edifícios belíssimos. Adorava que estivesses aqui! Sabes, até me deixam andar de barco de graça.
      Aqui, as pizas são maravilhosas! Imagina… estou alojado num hotel tão alto que eu consigo ver quase toda a cidade.
      Sabes, tenho um novo amigo. É francês, mas fala mais ou menos Português: chama-se Charlie e sabe jogar cricket. As obras de arte são fantásticas, nomeadamente as obras abstractas. Aqui também se vendem muitas miniaturas da Torre Eiffel. Paris não é muito longe e eu também gostava de ir lá. E tu? Como vais aí em Portugal, há novidades? Ouvi dizer que aí agora há muita neve. Daqui a umas semanas estou aí.

Um abraço!

                                                                                  Henrique Alves

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O LAGO DA SABEDORIA

Numa casa, no meio da floresta, vivem felizes três irmãos: a Nancy, o Andrew e a Tracy. Mas, um dia, ao passarem na floresta, encontraram uma anta. Curiosos entraram e, lá dentro, havia uma pedra cheia de erva que tinha um pergaminho em cima dela. Nesse pergaminho, estava desenhado um mapa que tinha como destino um lago: O Lago da Sabedoria. Andrew, desejoso de o conhecer, pegou no mapa e disse:
-Partamos à aventura.
-Não. Pode ser perigoso -disseram as duas com medo. -Vamos para casa.
-Ok! – concordou Andrew.
Ao voltarem para casa, passaram pelo Sr. Hyundai. Chamavam-lhe assim porque o nome dele era uma complicação e como tinha um Hyundai GTi eles deram-lhe este nome porque gostavam muito do carro. Nos dias de calor, ele costumava fazer-lhes groselha fresca.
Durante a noite, Andrew pegou no mapa e seguiu caminho. De manhã, Nancy, ao levantar-se, reparou no desaparecimento do mapa e foi avisar Andrew. Mas Andrew não estava, tinha saído. Nancy não quis alarmar ninguém, por isso, foi ao quarto da Tracy, chamá-la:
- Tracy, Tracy.
-Diz – disse a Tracy ainda ensonada.
-O mapa e o Andrew desapareceram, vem rápido – disse a Nancy.
-Ok, já vai!
As duas passaram a tarde inteira à procura do Andrew, até que a Nancy se lembrou:
-O Andrew não se ia embora sem nos dizer nada.
-Vamos a casa, Nancy – disse Tracy apressada.
Ao chegarem a casa, Nancy viu um papel: era uma cópia do mapa que estava em cima da mesinha de cabeceira. Nancy disse:
-Hoje à noite, vamos seguir o mapa.
Com bastante cautela, as duas levantaram-se e foram ter à parte de trás duma igreja em ruínas.
-Nancy, tens o mapa? – perguntou Tracy.
-Claro! Vamos, é ali à esquerda,”bora”.
Elas passaram a noite toda à procura do Andrew.
Já estafadas, viram um clarão vindo de dentro de uma gruta.
Era o Andrew a aquecer-se.
-Andrew – disse a Nancy contentíssima.
-Nancy! – exclamou o Andrew feliz.
-Amanhã seguimos todos juntos – disse a Tracy, também feliz.
Logo de manhã, seguiram caminho. Chegaram ao cimo de uma montanha que fazia uma cordilheira com outras três montanhas.
Lá mesmo no fundo das montanhas existia um lago.
Desceram a montanha a correr e encheram três garrafões com água do lago.
-Tanto trabalho para isto: um lago! – disse a Tracy chateada.
-Mas não é um lago qualquer, é o Lago da Sabedoria – disse o Andrew.
-Vamos para casa – disse a Tracy.
-Está bem! – disse a Nancy.
E lá seguiram caminho.
-Afinal de contas, encontrámos o Lago da Sabedoria – disse o Andrew.
-Vamos, Andrew! Não fiques para trás, não queremos que te percas – disse a Tracy.
Ao chegarem a casa, Nancy disse:
-Provemos a água.
-Ok! – concordou o Andrew.
E, assim, beberam a água.
-Será que agora estamos mais inteligentes? – perguntou o Andrew.
-Eu sinto-me normal – disse a Nancy.
- Se calhar, é mentira – disse a Tracy.
-Mas é claro! A sabedoria não a podemos ganhar de um dia para o outro, mas todos os dias pouco a pouco.


Henrique

O NATAL

       O Natal é uma altura especial em que as famílias e amigos se juntam para comemorar o nascimento de Jesus Cristo e também a chegada do Pai Natal, no dia 25 de Dezembro.
      Por tradição, nesta época, damos uma prenda, um postal ou um sinal de amor a um pessoa que nós gostamos, mas o Natal não é só receber presentes e fingir que gostamos. É aceitar a oferta, sorrir, dizer obrigado, pensar no que nós sentimos por essa pessoa e dar a nossa prenda também.
      Mas, lembrem-se, não é só para recebermos prendas que se comemora esse dia, é para partilhar os nossos sentimentos com outras pessoas, divertirmo-nos sem inveja e deixar os outros partilhar as nossas coisas.
      Antes da noite de Natal, as pessoas decoram um pinheiro com muitos tipos de enfeites: bolas, sinos, fitas coloridas e uma estrela no topo da árvore e, por vezes, algumas famílias juntam-se e entoam cânticos de Natal.

Renato Alexandre Lourenço 5º3

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Magia do Natal

(Continuação da obra de leitura integral "A Noite de Natal" de Sophia de Mello B. Andresen)



      Então, Joana ajoelhou-se e poisou no chão os seus presentes.
      De repente, os presentes que Joana tinha dado ao Manuel abriram-se sozinhos e de lá de dentro não saíu uma caixa de tintas,uma bola e livros, mas sim, uma vivenda, uma piscina e um Ferrari com 800 cavalos.   
      Nem imaginam a alegria de Manuel: agora tinha tudo o que sonhava ter!
      Foi então que Manuel disse:
      -Uau, Joana! Onde é que foste comprar isto tudo?
      -Eu sou muito rica, e posso comprar tudo o que eu quiser! E, por isso, comprei-te isto tudo, não custou nada! - disse Joana. -Afinal os amigos servem para isto! Dar presentes, blá blá blá e mais blá blá blá...
      -Pois, eu sei! - responde o Manuel.
      -Então, adeus! - disse Joana afastando-se de Manuel.
      -Adeus! - disse Manuel.
      -Corta! Esta cena ficou perfeita! Bom trabalho, Joana e Manuel! - disse um homem que estava a gravar a cena para uma novela de megafone na mão.
      -O quê? Afinal, isto era uma cena? Tudo a fingir para uma novela? - perguntei eu.

Bruna Robalo

O apelo da floresta

      Buck era um cão que vivia em Santa Clara, na Califórnia. Lá, passava os dias a descansar e a comer com os seus amigos humanos. Buck tinha uma boa vida.
      Naquela época, eram precisos muitos cães para puxar trenós no Alasca, pois tinham encontrado lá ouro. Por isso, era frequente haver raptos de cães e Buck foi um dos raptados! Foi levado para o Alasca enjaulado. Tentou libertar-se tentando atacar o seu guarda que, por sua vez, se defendia com um cacete. Buck ficou de rastos, praticamente morto. Ele tinha aprendido a lição “do cacete e dos dentes”. Essa lição ensinou-o que atacar com astúcia é mais vantajoso do que atacar com fúria e que nunca se ataca alguém armado.
       Foi vendido a dois homens que tinham como missão transportar cartas de correio, através de longas distâncias no Alasca. Eles demonstravam determinação para enfrentar as milhares de milhas que iam percorrer com os seus cães. Entre eles iam Buck e Spitz um cão forte e violento.
      Spitz não gostou de Buck e, por essa razão, não perdia uma oportunidade de o atacar.
      Certo dia, Buck decidiu vingar-se e atacou Spitz. Foi uma luta renhida, mas Buck ganhou deixando Spitz morto. Tendo-o eliminado, Buck ficou chefe do grupo de cães.
      Terminadas as viagens, Buck foi vendido a três americanos ignorantes, sem experiência de vida no Norte. Iniciaram uma viagem sem estarem preparados e, por essa razão, antes de metade da viagem feita mais de metade dos cães tinham morrido. Mesmo Buck estava em péssimo estado, incapaz de dar mais um passo, apesar das pauladas do dono. Buck estava quase morto quando um homem chamado Jonh Thorton o salvou da violência dos donos.
      Jonh Thorton e Buck tornaram-se grandes amigos.
      Certo dia, Jonh fez uma aposta com um colega em como Buck conseguia puxar um trenó com mil libras de carga numa distância de cem jardas. Com muito esforço, Buck ganhou a aposta. Essa vitória reforçou ainda mais a amizade entre ele e Jonh.
      Buck, Jonh e mais alguns amigos iniciaram uma viagem para um local remoto. Buck começava a sentir uma grande atracção pelo espaço selvagem, o que o levava a dar longos passeios sozinho, às vezes, durante vários dias. Ao mesmo tempo, sentia-se preso pelos seus laços de amizade com Jonh Thorton.
      Certo dia, o acampamento foi atacado por um grupo de Índios chamado “Yeehat”, durante uma das ausências de Buck. Quando ele chegou, viu os Yeehat e Jonh Thorton morto. Ficou furioso e começou a atacar e a matar os índios, um após um.
      Com Jonh morto, Buck deixou de se sentir preso à grande amizade que tinha com ele. Buck, tornou-se um cão selvagem.

J. Manuel Amoreira

O que é a Liberdade?

      A minha mãe propôs–me que respondesse a esta pergunta: "O que é a liberdade?"
      O desafio surgiu porque o meu comportamento na sala de aula não tem sido totalmente correcto: tenho falado com o colega do lado durante as explicações dos professores e professoras.
      A minha mãe perguntou–me porque é que eu falo nas aulas e eu respondi que já não estávamos em ditadura e, por isso, podia falar. E é aqui que surge a pergunta: o que é a liberdade?
      Na sala de aula, há muitas liberdades: querer falar baixinho com o colega do lado, querer contar anedotas sem mais nem menos, responder sem autorização. Também há a liberdade de querer aprender e a liberdade de querer ensinar.
      Mas umas liberdades prejudicam as outras: estar a falar com o colega não deixa que ele aprenda; contar anedotas sem propósito não deixa a professora ensinar. Quando a professora nos chama à atenção não nos deixa continuar a brincadeira. Então, como resolver este problema?
      Primeiro, temos que ordenar as liberdades da mais importante para a menos importante, depois há que cumprir as regras.
      Na sala de aula, é mais importante o querer aprender, por isso, a minha liberdade de poder falar acaba quando começa a liberdade dos meus colegas de aprender, ou seja, quando entramos na sala de aula.
      Mas quando vamos para o intervalo, a liberdade de brincar recomeça. Mas também com regras, claro.
      Posso então concluir que liberdade não é fazer o que me apetece. Liberdade é poder fazer o que quero ou dizer o que penso, respeitando a liberdade dos outros.

António José Santos
N.º4

O Dentinhas

      Aqui há uns dias encontrei uma cadela em casa dos meus avós, ao pé da minha cadela. Eu reparei que elas se davam muito bem e pedi ao meu avô se podia tomar conta dela. Primeiro, o meu avô não queria, mas quando viu que a minha cadela (Fofinha) se dava bem com a outra, aceitou-a.
      Como aquela cadela lá tinha aparecido, o meu avô decidiu levá-la ao veterinário e ele disse que ela estava grávida.
      Eu e o meu avô cuidámos muito bem dela e, no dia 13/10/2009, o Dentinhas nasceu. Eu dei esse nome ao cachorro porque quando ele abriu a boca pela primeira vez, reparei que ele tinha uns lindos dentinhos pequenos e branquinhos.
      Às sextas-feiras, durmo em casa dos meus avós e, por isso, vou poder vê-lo nesses dias e esperar que ele abra os olhos.
      No dia 15/10/2009, o dono, quer dizer, um senhor andava à procura de uma cadela e quando a viu chamou-a e ela foi a correr atrás dele. Eu, como tinha ido à casa dos meus avós, apercebi-me disso. Fui a correr dizer ao dono que ela tinha estado grávida e que já tinha tido o filho, etc.
Este, sabendo que eu tinha tratado bem dela, deu-ma. Eu aí fiquei muito feliz e estou agora à espera que o Dentinhas abra os olhos !!!


Fábio Varandas

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

UM VERÃO MUITO ESPECIAL

Badit

        Se encontrar esta égua que desapareceu do reino do Cavalo, por favor, contacte: reino (trono) do cavalo Shadow.



      O reino dos cavalos era uma terra que ninguém sabia que existia para lá das nuvens, era um país sossegado, até à chegada de um cavalo chamado Shadow que arruinou tudo.
      Ele matou o rei e dois dos seus filhos e feriu a rainha, mas a princesa Badit que era a filha sucessora ao trono tinha fugido para ao pé dum charco de água que dava força. Depois de beber alguma água para recuperar o fôlego, deitou-se debaixo de uma árvore a descansar. Estava calma até ouvir um relincho aterrador rasgar o céu: ela começou a correr sem parar até que viu uma pequena gruta onde se escondeu. Ela estava tão assustada que mal conseguia respirar; passado um minuto ouviu uma voz que disse:
      - Filha? És tu?
      Era uma voz doce e aveludada e a Badit respondeu:
      - Mãe?
     - Filha, que alívio saber que aquele maldito Shadow não te matou como ao teu pai e aos teus dois irmãos! – disse a mãe de Badit.
      Depois de falarem um bocadinho, ouviu-se um grande relincho e barulho de cascos a bater ferozmente no chão. A mãe de Badit disse rapidamente:
      - Filha, parte depressa para o outro mundo e arranja um amigo que te ajude a esconder!
      - Ok, mãe. Adeus e fica bem!
      Depois de dizer isto, Badit usou a sua magia para partir para o outro mundo, o mundo dos humanos. Começou tudo a brilhar à volta dela e Badit até relinchou ao sentir a sua magia a aumentar cada vez mais…

Capítulo 1
      Líli Andersan era uma menina que tinha começado agora as férias da escola, mas ela não estava nada ansiosa por ir passar as férias à quinta da tia. Quando lá chegou, teve uma recepção boa, mas, mesmo assim, não mudou de opinião quanto ao facto de estar na casa da tia. Como já era tarde, despediu-se dos pais muito triste e, em seguida, a tia mostrou-lhe o quarto. Depois de tomar banho, vestiu o pijama e deitou-se na cama.
      No dia seguinte, acordou com um som muito irritante: o cantar do galo. Depois disto, não teve outro remédio senão acordar, então vestiu-se e foi para a cozinha tomar o pequeno-almoço. Depois de a tia e ela acabarem de tomar o pequeno-almoço, a Carla que era a sua tia, perguntou a Líli:
      - Gostavas de dar de comer aos animais comigo?
      - Pode ser.
      - Boa, então vamos lá!
      A Carla deu de comer ao burro, às galinhas, aos patos, aos perus, aos porcos, às cabras, às ovelhas, às vacas e depois de fazer isto tudo, disse:
      - Queres tu dar de comer à égua Sabrina, enquanto eu vou ordenhar as vacas?
      - Claro, eu adoro cavalos!
      - Então, vai lá.
      Líli foi a correr até ao estábulo com o saco de aveia na mão; quando lá chegou viu uma cabeça de cavalo a espreitar cá para fora. Ela abriu a cancela e deitou lá para dentro 2 mãos cheias de aveia. Depois de guardar o saco de aveia, ouviu um barulho a vir do armazém de material de agricultura e foi lá ver. Quando abriu a porta do armazém viu uma linda égua branca, ela aproximou-se devagar da égua e disse:
      - Olá, estás perdida?
      O que Líli não sabia era que a égua branca era a Badit e então Badit respondeu:
      - Olá, chamo-me Badit e não estou perdida, mas podes ajudar a esconder-me?
      - Tu … tu fa … fa … las? – disse Líli gaguejando.
      - Sim, falo, eu vim do reino do cavalo.
      - Ok, mas de quem te estás a esconder?
      - Estou a esconder-me de um cavalo muito mau chamado Shadow. Ele matou o meu pai e os meus irmãos. Ajudas-me a esconder-me dele, por favor?
      - Claro, mas primeiro preciso de perguntar à minha tia se podes cá ficar, mas acho que ela vai deixar se eu lhe contar essa história toda.
      - Não podes contar a ninguém! Promete-me Líli!
      - Ok, mas como é que sabes que eu me chamo Líli?
      - Usei os meus poderes.
      - Sim, mas, assim, como é que a minha tia te vai deixar aqui ficar?
      - É fácil: dizes que me achaste e depois perguntas se podes ficar comigo até o meu dono me vir buscar.
      - Ok, espera aqui que já trago a resposta, Badit.
      Depois de tanta conversa, a Líli foi a correr até ao campo onde a tia estava a acabar de ordenhar a última vaca até a Líli a interromper, dizendo:
      - Tia, achei uma égua branca que está perdida. Podemos ficar com ela até o dono a vir buscar? Por favor, por favor?
      - Uma égua branca perdida?! Se podemos ficar com ela enquanto o seu dono não a vier buscar?
      - Sim!
      - Bem, por mim, pode ser.
      - Boa, já lhe dei nome e tudo!

Capítulo 2
      Líli foi a correr até ao armazém onde estava Badit e grita:
      - Badit, Badit podes ficar! E já sei onde te vou pôr.
      - A sério?! Onde?
      - Ao pé da Sabrina que é outra égua, mas é castanha.
      - Deve ser uma boa amiga.
      E, assim, lá foi Líli a pensar que a Badit lhe tinha dado a hipótese de as suas férias serem divertidas. Quando chegaram aos estábulos, Badit deu um relincho para cumprimentar a Sabrina que retribuiu de imediato. A Líli começou-se a rir e depois disse:
      - Estou a ver que já se cumprimentaram.
      - Sim, ela é uma amiga muito fixe.
      - Já percebi!
      A seguir desta mini conversa, Líli abriu a cancela de outro compartimento do estábulo para a Badit poder descansar da sua longa viagem. Como já era tarde, Líli deu um bocejo e despediu-se de Badit e de Sabrina e foi para casa.
      Quando Líli chegou a casa, a sua tia disse:
      - Já foste guardar a nova égua no estábulo?
      - Sim, já fui tia, está ao pé da Sabrina.
      - Ok! E qual era o nome dela?
      - Oh, é Badit e é muito, muito linda!
      - Estou a ver. Amanhã vou vê-la.
      - Ok, mas eu quero ir contigo porque eu sinto como se ela fosse minha.
      - Por mim…
      - Boa!
      No dia seguinte logo de manhãzinha, quando o galo canta, Líli acorda muito bem disposta porque estava ansiosa por ir ver Badit. Vestiu-se depressa e desceu a correr as escadas para ir tomar o pequeno-almoço. Quando chegou à cozinha, disse:
      - Bom dia tia, pronta para ir ver a Badit!
      Mas para surpresa sua a tia ainda não estava acordada. Então, para agradecer à tia por ter deixado a Badit lá ficar, preparou-lhe um pequeno-almoço de estrela. Quando a tia entrou na cozinha e abriu os olhos ficou de boca ao ver a mesa cheia das coisas que ela gostava e depois disse:
      - Uau! Líli, foste tu que fizeste isto tudo?
      - Fui, tia.
      - Obrigada!
      - De nada.
      Quando acabaram de tomar o pequeno-almoço, dirigiram-se para o estábulo e quando lá chegaram viram duas cabeças de fora a resmungar porque ninguém lhes dava o pequeno-almoço. A tia da Líli, quando viu Badit, disse:
      - Tens razão, ela é linda! Já agora, podes-lhe dar o pequeno-almoço?
      - Claro que sim, tia.
      - Boa, assim já posso tosquiar as ovelhas.
      Quando a sua tia saiu, Líli disse ”Bom dia” a Badit e foi buscar o saco de aveia. Quando ela abriu a cancela de Badit, ela respondeu ao bom dia de Líli.

Capítulo 3
      Líli, depois de ouvir o bom dia amigável de Badit, disse:
      - Queres ir esticar as pernas com a Sabrina, Badit?
      - Sim, claro! É sempre bom ir fazer exercício e pastar com uma amiga.
      - Boa! Vou-vos levar ao prado.
      E assim foi. Quando elas acabaram de comer uma ligeiro ração de aveia, Líli levou-as ao prado e deixou-as lá ficar duas horas. Depois dessas duas horas, ela foi buscá-las, mas quando lá chegou viu Badit muito aflita e diz:
      -Está tudo bem, Badit?
      - Não, não está! Os espiões do Shadow estão aqui! Eu sinto-os, anda, sobe para cima de mim e ata a Sabrina a mim.
      Depois disto, Líli Anderson apressou-se a atar a Sabrina a Badit e subiu para cima dela que galopou a toda a velocidade até à quinta. Quando lá chegaram, Líli desceu de Badit e levou-as para o estábulo. Quando fechou o compartimento de Badit, viu-a encostada a um canto e depois baixou a cabeça pensando que ela se podia ir embora a qualquer momento. Quando levantou a cabeça, viu-a tremer e olhou para trás: viu um cão com olhos pálidos e, ao mesmo tempo, sentiu um clarão de luz. Olhou para o compartimento de Badit e viu-a com outra égua ao seu lado e só a ouviu dizer: “Adeus e obrigada! Foste uma grande amiga.”. Quando olhou para trás, viu o cão com um aspecto normal a fugir. Triste, foi dizer à tia que o dono de Badit tinha aparecido e que a levou para casa; a tia deu-lhe um beijo na testa ao mesmo tempo que ela pensava que nunca iria esquecer a Badit.
Fim

Ana Lúcia

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Descoberta inesperada

   Quando eu tinha seis anos fui passar as minhas primeiras férias, sem os meus pais, com a minha tia de Cascais. Eu fui de comboio com a minha avó paterna para Lisboa e depois a minha tia foi-nos buscar à estação.
   Os meus pais pretendiam ir lá pôr-me, mas o meu pai estava a trabalhar noutra cidade sem ser aquela onde eu vivia com a minha mãe.
  Algum tempo antes, o meu pai contou-me que tinha sido despedido e, por isso, teria que procurar outro trabalho. Como eu era pequenina ainda não percebia aquilo que se passava realmente.
   Nesse dia, os meus pais foram pôr-me à estação de comboios e eles ainda não se tinham visto.
   Aí é que eu percebi…Eles não se cumprimentaram como marido e mulher, mas sim como duas pessoas normais.
   Foi a catástrofe! Eu vi, mas não disse nada, fingi que não tinha percebido para não ficarem preocupados.    
   Durante a viagem toda, pensei nisso, mas fiz como se não se passasse nada porque a minha avó iria mentir-me outra vez e eu não queria voltar a ser enganada.
   Quando cheguei a casa, corri logo para a casa-de-banho e chorei, chorei até que a minha tia me descobriu.
   Eu disse-lhe que tinha saudades dos meus pais; que não se preocupasse porque não era nada de grave.
   Estávamos em pleno Verão e eu, que adoro a praia, não quis ir até lá na primeira semana. Então, a minha tia perguntou-me várias vezes o que eu tinha, e eu contei-lhe tudo.
   Ela ficou muito preocupada comigo e telefonou à minha prima porque eu conto-lhe todos os meus desabafos.
   Fui dar um passeio com a minha prima até à praia e contei-lhe. Ela pensou que eu tinha tido um sonho mau e, sem eu saber, telefonou ao meu pai e perguntou-lhe se era verdade o que eu lhe tinha contado. O meu pai confirmou-lhe que as coisas não estavam muito bem entre ele e a minha mãe.
   Acabaram as férias e eu fui para a Covilhã. Passado um tempo, os meus pais foram tomar café comigo e contaram-me, mas eu não me atrevi a perguntar por que razão me mentiram.
   Foi difícil, tive de crescer sozinha e viver coisas sozinha.
   Até hoje não me atrevo a perguntar porque é que me mentiram.

Bárbara B., nº5

Cidade da Neve


     Num dia de Inverno, fui à serra. Lá, havia neve a transbordar!
     Aquela paisagem era linda, e parecia que estava na paisagem do branco e do frio.
     Foi, então, que comecei a imaginar que estava numa cidade chamada Cidade da Neve.Tudo era feito de neve, até os copos, os pratos… Bom, era tudo, mas mesmo tudo, feito de neve.
    Até que avistei ao longe um palácio gigantesco feito de gelo. Naquela casa enorme, vivia uma rainha maldosa.
   Os habitantes daquela cidade viviam amargurados e saturados de tanta maldade junta.
   Decidi partir à aventura… Fui em direcção ao palácio para dar os bons dias à rainha. Falei com ela, disse-lhe que me desse o trono e que tudo iria correr melhor para ela. Ela ficou um pouco desconfiada e disse que não. Mas eu não desisti e continuei dias e dias a insistir naquele argumento, até que ela me deu trono e se foi embora para outra terra.
   A partir daí, os habitantes começaram a ter liberdade “à grande”!

Bárbara B., nº 5

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O nevão

O Inverno estava quase a chegar quando eu e a minha família fomos à serra.
À medida que estávamos mais perto do cume, parecia, cada vez mais, que ia chover. Quando chegámos, eu e o meu irmão fomos andar de tobogã, mas tínhamos a sensação de que estava quase a nevar.
Estávamos a divertir-nos quando começou a nevar…quer dizer, a cair um nevão.
Aquilo era engraçado pois estávamos sempre a enterrar os pés e até os tobogãs deslizavam mais na neve.
Eu estava a fazer um boneco de neve quando o meu irmão me atirou uma bola de neve à cabeça.
A partir daí, começámos uma guerra de bolas de neve e, a certa altura, acertei no meu pai: então, ele também entrou na guerra. Mas havia um problema, esquecemo-nos do nevão que começava a ser cada vez mais forte e, por isso, desistimos da guerra e fomos embora para casa.
Esse dia foi espectacular!!!


Vasco Correia, nº24, 5º3

sábado, 21 de novembro de 2009

Uma viagem à Alemanha

Estávamos muito excitados quando fomos pôr as malas ao carro.
Foi nessa hora que partimos para a Alemanha para casa da madrinha da minha mãe. A viagem demorou dois dias. Pelo caminho, encontrámos um hotel e dormimos lá. O hotel ficava em Andorra e foi muito divertido! Ainda tive a oportunidade de ir a um parque onde estavam escorregas cheios de neve.
Pois foi! Nevou muito, mas eu não dei conta porque ocorreu durante a noite. Pela manhã, estava tudo molhado e gelado. Almoçámos e continuámos a viagem.
Passámos por sítios muito engraçados. Quando chegámos, eram quatro horas da manhã e a madrinha da minha mãe ainda estava à porta à nossa espera. Fizemos-lhe uma surpresa: levámos a minha avó que é irmã dela. Quando a viu, chorou de alegria!
No dia seguinte, o quintal dela estava coberto de neve. Eu e o meu pai fizemos um boneco de neve, jogámos e atirámos bolas de neve uns aos outros.
Foi uma viagem maravilhosa!!

Mariana Gil 5º3 nº20

Um acontecimento especial




Era uma vez, uma menina chamada Marletina que gostava muito de desenhar, mas não andava na escola. A sua vizinha Ivéria tinha a idade dela, dez anos, e houve uma vez que perguntou a Marletina se queria ir para a escola. Ela disse que sim, mas Ivéria respondeu-lhe que só poderia ir para a escola quando chegasse o tempo frio com as castanhas. Marletina aceitou o desafio.
Passaram-se dias e dias, até que chegou o tempo frio juntamente com as castanhas.
- É hoje que eu vou para a escola? - perguntou Marletina, entusiasmada.
- Sim, espero que gostes! - disse a mãe dela.
Aquele foi o dia mais feliz da sua vida! Ela até fez questão de, na escola, fazer um brinde àquele Inverno das castanhas! Até chegou a marcar aquele dia no calendário e na agenda dela.
E o Inverno que dantes não significava nada, agora significa tudo!

Joana Baptista, nº 14

O GRANDE MAGUSTO




Numa bonita manhã de Inverno, a Susana estava deitada quando:
-Susana! Susana! Susana! Levanta-te! - chamou a mãe.
-OK… Mãe!
Susana apressou-se a vestir-se, a comer e a lavar os dentes pois ia ao seu primeiro magusto. O autocarro da escola chegou.
-Adeus, mãe! - disse a Susana.
-Adeus.
Pooc! Pooc! Pooc! A estrada estava cheia de buracos, por isso, o autocarro estava sempre aos saltos.
-Daqui a pouco, os pneus rebentam - disse a Susana.
-Olha, vê, chegámos -disse João, o seu melhor amigo.
-Finalmente, já estou mal disposta - disse a Susana enjoada.
-Vamos brincar à apanhada - disse João.
-Vamos! -disseram todos ao mesmo tempo.
E lá foram eles brincar.
-Castanhas, castanhas! -diziam as pessoas que as assavam.
-Vamos, João, vamos comer castanhas - disse a Susana.
Pi, pi!
-É o autocarro, vamos Susana -disse o João.
E lá foram eles.
-Mãe, mãe, foi um magusto inesquecível - disse a Susana.
-Que bom, anda, vem aquecer-te à lareira! - disse a mãe.

Henrique Alves

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A ida à floresta

Num dia de sol, a uma segunda-feira, eu, a Rita, o Luís, o Rodrigo e o Diogo fomos à floresta fazer o Circuito de Manutenção.
Primeiro, percorremos o circuito todo a andar, para analisar bem todos os exercícios. Depois lanchámos, deixámos as mochilas atrás de um muro que lá havia e fizemos o circuito.
Havia vários exercícios: uns fáceis, outros difíceis e, por fim, chegámos ao último exercício... Era a vez das flexões e lá foi a Rita: deitou-se de barriga para baixo e, de repente, só se ouve...Prumprum. A Rita tinha dado um pum dos grandes.
Então, ela ficou toda corada e eu disse:
- Deixem lá, estamos ao ar livre, não é ?
- Sim, tens razão! - disseram os outros.
No fim, todos enchemos as garrafas de água para irmos embora.
E sabem o que aconteceu ? Pois foi, a Rita deu outro pum.
Ela ficou, de novo, toda corada e nós começámo-nos todos a rir.
A partir daí começámos a chamar-lhe “A menina dos puns”.
Mariana Sousa, nº 19